AGIR COM CAUTELA

Alinhar ao centro
Texto: Mateus 18.7-11

Em experiências de evangelismo de rua somos constantemente questionados por adolescentes, jovens, homens e mulheres que alegam ter desviado de sua caminhada na fé por razão de decepções ligadas aos irmãos das igrejas a qual faziam parte. No texto lido percebemos a importância que Jesus dá a cada um. Entende-se que a expressão “pequeninos” não está relacionada apenas a crianças, mas também aos desprezados. Podemos entender também que Jesus aplicou aos discípulos uma orientação dura e prática a respeito do pecado e suas conseqüências.

Diante desta verdade ensinada por Jesus como nós devemos proceder? Como viver em comunidade respeitando e muitas vezes abrindo mão do nosso EU para que a comunhão seja plena em harmonia? Como Corpo de Cristo precisamos nos manter firmes pois somos responsáveis pela fé do nosso próximo. É sério? É sim, vamos ver como o texto nos ensina…

CUIDADO COM OS ESCÂNDALOS

Versículo 7: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”

Há alguns anos em um culto na igreja Batista da Boa Vista em Arcoverde, cujo pregador da ocasião foi o missionário Valmir Brizola (um homem que admiro muito!) que, ao falar sobre os escândalos, nos ensinou sobre o significado da palavra a partir dos textos gregos, disse assim: “a expressão em grego usada para esta palavra é a mesma usada para dar nome às armadilhas de pássaros”. Assim compreende-se um escândalo como aquilo que aprisiona o outro, ou seja, algo que leva ao nosso próximo a oportunidade de pecar.

CUIDADO MÃOS, PÉS E OLHOS

Versículos 8 e 9: “Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno”.

A mão, o pé, o olho oferecem ocasião para pecar. A lei do pecado está sempre presente nos órgãos do corpo. A grande preocupação dos discípulos de Cristo deve ser negar a estes membros, e lutar contra todo e qualquer abuso das suas funções divinamente dadas, e conservá-los sob controle absoluto. Como diz Lutero, isto não deve ser entendido assim, que uma pessoa mutile seu corpo, mas que, com o auxílio do Espírito Santo e em verdadeira fé, conserve seus membros em submissão. Os membros devem ser amputados, isto é, dominados pelo Espírito Santo, para que a mão, o olho e os pés não façam o que o coração deseja.

CUIDADO COM O DESPREZO

Versículos 10 e 11: “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus. Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido”.

Como já disse apouco, neste caso o relato Bíblico das palavras de Jesus ao mencionar “pequeninos” não fala apenas a respeito de crianças, mas também consideradas de pouca ou pequena importância. Acontece que em Cristo não há diferença alguma entre pessoas, Ele nos vê de igual modo. Somos nós que habitualmente temos o costume “catalogar” pessoas: aquele ali é introvertido, o outro já se relaciona com mais facilidade, o garoto ali se veste bem, já seu amigo nem sei o que dizer da maneira como ele se veste, olha como o penteado daquela menina está bem feito, já a outra destruiu seu cabelo, assim vamos selecionando as pessoas e por aquilo que chamamos de afinidade descobrindo pessoas para nos relacionar e outras não.

Jesus nos adverte que não devemos desprezar ninguém, mesmo que não seja uma pessoa agradável, pois o amor horizontal, ou seja, o amor de uns para com os outros deve ser sem medidas diferentes, sem parâmetros, totalmente livre de estereótipos. Um amor assim maravilhoso e pleno foi demonstrado no sacrifício da cruz, exemplo a ser seguido como registrado em I João 3.16: “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos”. Como irmãos que somos ligados uns aos outros, fica difícil pensar em dar a vida por algumas pessoas que nem conhecemos ou até pessoas que conhecemos bem, porém não nos “damos bem” com elas. Isso tem levado muitos ao afastamento do convívio na igreja. Pessoas assim desprezadas por nós, onde somos responsáveis por se desviarem da fé. Não sejamos essas pessoas!

Que o bom Deus renove o conhecimento em nós para que sejamos segundo a vontade dEle no amor, no convívio e no testemunho. Vivendo de forma agradável a Deus em plena paz e comunhão com os domésticos da fé.

Soli Deo Gloria

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