Ponte de Sacrifício

Observando a vida de muitos cristãos que foram responsáveis pelo crescimento da fé no decorrer da historia do cristianismo, me chamou atenção a vida de vários homens e mulheres que se sacrificaram em seus ministérios para que, no futuro, muitas outras vidas viessem a ser alcançadas pela fé cristã. É interessante observar também que muito desse sacrifício foi considerado, até pelos irmãos religiosos, desnecessário.
Quando criança eu tinha um costume de observar o comportamento de alguns insetos e intervir nas atividades deles para ver como reagiriam. Em uma dessas experiências, acompanhei uma trilha de pequenas formigas que caminhavam ordenadamente atravessando o terreno localizado atrás da minha casa. Tive a ideia de intervir na trilha dessas formigas colocando obstáculos no caminho. Após alguns obstáculos vencidos pelos insetos, decidi apelar para um nível mais difícil… usei água. Ao derramar água em parte da trilha das formigas, observei que muitas delas insistiam em permanecer no caminho até que acabavam entrando na poça d’água e não conseguiam mais sair e morriam. Acontece que várias formigas cometeram esse erro. Para minha surpresa, após muitos suicídios, aquelas formigas mortas na superfície da água criaram uma espécie de ponte, possibilitando a passagem de outras formigas que voltaram a seguir a trilha.
Essa experiência me ajudou a compreender a dimensão do propósito de muitos ministérios que outrora sofreram possibilitando bençãos para muitas outras vidas. Existem até casos onde nem mesmo o povo sofredor desfrutou do bom momento futuro. Muitos sofredores não hesitaram em descrever suas dificuldades.
“e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos.” (1 Coríntios 4.12)
O exemplo de Paulo, que no passado foi um perseguidor, foi alguém que sentiu na pele (literalmente) o sofrimento pela fé. O suportar de homens como Paulo me constrange, quando penso no que essas pessoas passavam, me inserindo no contexto deles, confesso que seria um forte candidato a desistir. E você, desistiria? Então a Palavra de Deus, através da vida de Paulo, expressa:
“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.” (2 Coríntios 4.8-11)
Soli Deo Gloria

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