Pedras no Caminho

Atos 14. 19 – 23

Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto. Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se, e entrou na cidade, e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe. E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao SENHOR em quem haviam crido. O missionário não desiste ante as perseguições, pois o alvo é o Reino de Deus!

Judeus moradores em Antioquia e Iconio que possivelmente souberam das notícias do sucesso de Paulo e Barnabé em Listra convenceram as pessoas de que as palavras pregadas por Paulo eram mentirosas. Isso levou o povo a tal revolta a ponto de o apedrejar até a morte. Mesmo aparentemente morto o texto fala que Paulo se levantou em meio aos seus discípulos e voltou para a cidade, partindo para Derbe somente no dia seguinte. Está claro também que Paulo sofreu sozinho e sua cura das feridas do apedrejamento foi providencial, já que precisava viajar no dia seguinte. Em Derbe a obra missionária incluía pregar o Evangelho e estabelecer a fé de discípulos naquele local. Após seguiram sua viajem percorrendo Listra, Iconio e Antioquia. A temática da mensagem naquele momento é a perseverança na fé mesmo em meio às perseguições, pois o alvo é o Reino de Deus. Aqui a palavra fé é usada como princípio doutrinário. A expressão Reino de Deus se refere a um novo tempo em que as perseguições sessarão. A palavra usada para a “eleição” dos anciãos significa popularmente uma ação democrática para a escolha. O termo traduzido por anciãos pode também ser traduzido por presbíteros do grego episkopos que significa supervisor, desta forma eram pessoas separadas para supervisionar a ação da proclamação do Evangelho. O jejum era parte da adoração judaica e continuou presente na igreja cristã primitiva. Havia vários motivos ou dedicações para o jejum, neste caso foi com propósito de separar vidas ao ministério da igreja local. Características dos primeiros missionários cristãos:

1. Os missionários são perseguidos

Desde o início das campanhas missionárias, temos registros de perseguição. E mesmo hoje em tempos de globalização, pluralidade e liberdade ainda há perseguição em muitos lugares do globo terrestre. A perseguição é o resultado de ideais que incomodam. No Brasil os cristãos sofrem com choque de ideais, princípios e doutrinas, se vivemos em perseguição é algo questionável. Mas sabemos que os dias à nossa frente podem trazer insatisfação tal que as perseguições sejam fortes em nosso país. Caso isto não aconteça é pelo fato de que evangelho pregado não incomode mais ninguém.

2. Os missionários não desistem

Perseverança é a palavra-chave! Os primeiros missionários cristãos eram pessoas destemidas, não porque era fácil, ou por adquirirem proteção dos novos adeptos. Mas pelo simples fato da certeza, pela fé, na proteção de Deus, pois estavam obedecendo à ordem dEle. O mesmo está para nós hoje, que devemos ser perseverantes e nunca olhar para os desafios com medo, mas permanecer inabaláveis. O nosso Deus nos conhece e é nossa fortaleza!

“O SENHOR é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” (Naum 1: 7)

3. Os missionários encorajam

O encorajamento é parte do cuidado pastoral. Constantemente precisamos estar motivando as pessoas à nossa volta. Nada mudou! Desde aqueles dias os fiéis precisam ser motivados. Hoje, em uma geração imediatista, temos vivido em marés de inconstância e chegamos a perder irmãos em cristo em meio a essas crises. Um detalhe forte neste episódio vivido por Paulo é o motivo de seu discurso encorajador: “… importa-nos entrar no Reino de Deus”! É assim que temos encorajado nossos irmãos? O Reino de Deus é nossa morada eterna e juntos chegaremos lá.

4. Os missionários geram discípulos

Multiplicar os propagadores das Boas Novas. Plantar igrejas, fazer discípulos, gerar filhos na fé, são cuidados especiais que precisamos focar em nossa missão. Nos tempos das primeiras missões gerar novos discípulos era de grande importância no crescimento do Evangelho. Será que isso deixou de ser importante hoje? Mas porque é tão difícil fazer novos discípulos em nossas igrejas e acabamos centralizando a missão. É claro que não deve ser assim. Ainda é templo de plantar a mensagem de Deus e os campos são vastos. Eu não posso preparar a terra, plantar, regar, podar os ramos e colher o fruto sozinho. Por isso o exemplo de Paulo é eficaz para nossa realidade. Fazer discípulos de Cristo é preparar o povo de Deus para a Missão!

Se não estou fazendo discípulos é porque não estou seguindo todos os passos daquele que me ensina a SER um discípulo!

Soli Deo Gloria

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