Igreja e futebol

No Brasil nunca se falou tanto de futebol. Tudo é a chamada “paixão pelo futebol”. Propaganda de cerveja – futebol, propaganda de fastfood – futebol, propaganda de curso de inglês – futebol, até propaganda enganosa do governo é futebol! Pois é, um país de miséria maquiada, educação mal sucedida, transportes públicos defasados e saúde… que saúde?! Este é o que dizem por aí – o país do futebol.

Pensando nisto (com toda essa propaganda, como não pensar?), é que comecei a refletir como a igreja se comporta, em muitos casos, como um jogo de futebol. Então vamos lá…

Na igreja nós temos o técnico (líder/pastor) que orienta sua equipe (membros) para entrarem bem em campo (mundo/sistema). Também estão juntos os auxiliares técnicos (diáconos/co-pastores) que estão lá para ajudar – o que as vezes dá certo. Mas no fundo TODO mundo quer ser técnico e cada um já tem sua opinião formada em como deve-se reger o time dos crentes!

Entrando em campo nós temos nas igrejas “jogadores” que entram só para defender, uns até com mãos e pés, outros defendem até de maneira violenta, e alguns “marcam em cima” pessoa a pessoa. Temos outros pelas laterais que vão armando o “jogo” e os atacantes que carregam sempre consigo a responsabilidade de um bom resultado. No meio de tudo isso tem outras posições que eu chamo aqui de articuladores, as igrejas têm desses também.

Mas não é só o jogador que está em campo, pois têm também juízes que apitam quando consideram alguma falta, tentam organizar a coisa toda e erram também. Junto aos juízes estão os bandeirinhas que alertam o que o juiz não vê, inclusive o impedimento do ataque de de alguns crentes, opa quer dizer, jogadores!

E quase esqueci dos torcedores, tão importantes no jogo. Da mesma maneira nas igrejas… Uns torcem a favor, outros torcem contra e ainda sobra espaço para aqueles que nem se definem.

E por que não falar da bola, aquilo pela qual os jogadores correm tanto e se esforçam para ter o controle até chegar ao tão esperado gol? A bola eu chamo de fé. Muitos querem dominar, outros querem apenas “mandar pra frente”, outros tem bastante habilidade de manipular e a modernidade têm desenvolvido cada vez mais leves e velozes.

No futebol eu não consigo encontrar um comparativo com Jesus Cristo – o autor da nossa fé! Pois quando um time ganha, a vitória é dedicada aos jogadores, outrora ao goleiro que salvou na ultima hora, ao juiz que marcou ou desmarcou algo, e até ao técnico por ser um bom estrategista.

Na igreja a vitória não pertence ao esforço ou erro humano, a vitória é de Cristo! O país do futebol é também o país com um duvidoso crescente número de crentes. Será que estamos “jogando” pelos motivos certos? E quem está ganhando com tudo isso?

Soli Deo Gloria

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