Pagando Promessas

Você já ouviu a expressão: “pagar uma promessa”? No Brasil, dentre ao diverso universo religioso há uma prática religiosa muito comum e conhecida da população, porém incomum e desconhecida se olharmos com as lentes da Palavra de Deus! Existem várias cidades em que tal manifestação relacionada ao pagamento de promessas sustentam a economia local, o que torna a cidade um ponto turístico religioso, onde muitos visam apenas o lucro e exploram a fé das pessoas.

Próximo a minha casa existe uma igreja edificada em grande porte onde toda a construção, manutenção e acabamento são feito à base de pagadores de promessas. Gente que rezou pela intercessão de um santo, prometendo investir financeiramente na obra da igreja se o santo atender, e como a “benção” foi alcançada esta pessoa sente-se em dívida com o santo e paga esta promessa investindo na igreja.

Outras igrejas por aí também mantém curiosos costumes de pagar promessa num outro processo que parece ser invertido ao anteriormente citado. Líderes religiosos lançam as chamadas “campanhas” para que os fiéis cumpram determinado sacrifício para, assim, ter o benefício divino e seguir em frente com o sentimento de missão cumprida!

Será que alguma dessas duas formas de pagar promessa está certa e a outra errada?

Creio que as duas estão erradas. Na Palavra de Deus há sim relatos de promessas. Por todo o Antigo Testamento, começando em Gênesis, o Senhor fez promessa após promessa a Abraão, Isaque, Jacó e a seus descendentes de que a terra de Israel pertence ao povo judeu. A promessa é repetida cerca de vinte vezes no livro de Gênesis. O livro de Deuteronômio fala pelo menos vinte e cinco vezes que a terra é um PRESENTE do Senhor ao povo de Israel (Dt 1.20,25; 2.29; 3.20; 4.40; 5.16…).

  • Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e, em troca, darei um coração de carne. [Ezequiel 36:26]
  • Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia. [Isaías 26:3]
  • […] Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, pregado entre vocês por mim e também por Silvano e Timóteo, não foi “sim” e “não”, mas nele sempre houve “sim”; pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém” é pronunciado por nós para a glória de Deus. [2 Coríntios 1:19-20]
  • Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. [Apocalipse 21:4]

Em todos estes exemplos descritos na Palavra de Deus vejo promessas. O que não vejo é que estas promessas devam ser pagas de alguma forma ou que devamos fazer algo em troca delas, não! Estas e outras promessas são só e simplesmente prova do cuidado e do amor de Deus para com Sua imagem e semelhança… nós!

Não busque, mas viva e seja promessa de Deus para a glória dEle e testemunho para os “de fora”!

Soli Deo Gloria

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