Sociedade dos humanos mortos

Esta semana me peguei refletindo a respeito dos anos 80 e acabei chegando em alguns pensamentos que me incomodaram. Lembrei do humor da época, onde o humorista Lírio Mário da Costa, também conhecido como “Costinha” (1923-1995), arrancava gargalhadas dos brasileiros ao fazer piadas satirizando práticas homossexuais daqueles que ele mesmo chamava de “bichinhas” e nunca foi processado ou preso por isso. Lembrei de uma canção da banda Inimigos do Rei que seria hoje extremamente ofensiva. Segue trecho:

“Adelaide, minha anã paraguaia;

Adelaide, minha anã…

Oh menina, o quê que tu fez?

Eu te jogo um confete, você me bate outra vez;

Sim eu jogo basquete e sou português;

Você não é Cláudia Raia… é apenas a minha.”

Também pensei na maneira que vivíamos a alguns anos…

  • Meus pais usaram castigo e inclusive palmadas e hoje não sou um serial killer.

  • Me diverti com jogos de videogame violentos e nem por isso comprei uma arma.

  • Sofri o que hoje chamam de bullying na escola (e ainda hoje sofro) e sou feliz.

  • Brinquei na rua, manuseei brinquedos caseiros extremamente cortantes e estou inteiro.

Vivemos em uma sociedade onde poetas não podem mais se expressar e humoristas não passam de chatos criadores de jargões. É por essas e outras que sou levado a pensar em uma sociedade dos humanos mortos. Uma sociedade que cria processos desumanizadores a cada século, uma sociedade que assiste o seu próprio fim de camarote e bate no peito dizendo com orgulho que tudo está sob controle.

Nunca fomos tão cheios de opções para tudo que se quer fazer e nunca estivemos tão vazios. Hoje pode tudo! Em uma sociedade doente há justificativas para o assassino, o pedófilo, o assaltante, o político ladrão, a mãe que aborta, o pai que estupra e filhos que matam os pais.

Uma sociedade morta que não consegue refletir a si mesma no espelho e ver tamanha desgraça que é capaz de causar. E tudo por uma única razão: A falta de Deus!

Não é que Deus “desapareceu” da sociedade. É a sociedade que, ou não busca corretamente, ou não busca completamente um relacionamento real e sincero com Deus. Ou seja, infelizmente vivemos num mundo órfão de Deus por opção!

Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês. Dentro de pouco tempo o mundo já não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão. Naquele dia compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês. Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele.” [João 14:18-21]

{Biblifique-se}

Soli Deo Gloria

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