A copa dos imigrantes

A poucos dias o mundo inteiro (na verdade apenas alguns torcedores) parou para acompanhar o Mundial de Futebol masculino, conhecido como Copa do Mundo.

Apesar das diversas opiniões sobre as novas regras (VAR), as polêmicas envolvendo jogadores e técnicos e as seleções “menores” avançando. Essa Copa foi realmente diferente de tudo que já vimos.

O Brasil, única seleção que carrega cinco títulos também pode ser considerada ironicamente como uma das maiores perdedoras de mundiais, considerando o número de participações sem sucesso!

Partindo para a final, tivemos uma interessante partida entre Croácia e França. Disputa de um título que seria inédito para os croatas ou uma segunda vez em que a seleção francesa ergueria a taça. E assim temos uma bicampeã seleção francesa de maioria imigrantes. Isto tem me chamado atenção: uma seleção composta, na maior parte de jogadores filhos de pais vindos de outras pátrias, justamente numa época que esse assunto tem dividido países até com a criação de muros.

Ao estudar a Palavra de Deus. É fácil perceber que desde o Antigo Testamento o povo de Deus é composto por imigrantes, um povo em busca de sua terra que vive em peregrinação do “jardim para as tribos; das tribos para as cidades; e das cidades para o céu”.

Um dos autores do Novo Testamento ao citar alguns grandes nomes do Antigo Testamento disse: Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. {Hebreus 11.13}

Numa compreensão maior TODOS os cristãos são peregrinos nesta terra, porém somos parte de um mesmo povo, pois assim está escrito:

Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus. {Efésios 2:19}

Já parou para imaginar como será lindo, um céu repleto de imigrantes? Povos de línguas, raças e nações diferentes todos juntos adorando ao único Deus?

ENTÃO CREIA EM JESUS E SEJA MAIS UM IMIGRANTE NESTA TERRA!

Soli Amori Christi

Figurinhas e Copa do Mundo

Não sou um grande fã de futebol. Normalmente são as pessoas que me atualizam sobre os resultados e colocações do meu time favorito, pois não tenho muita paciência de ficar assistindo aos jogos. Porém no período da copa do mundo de futebol, as coisas mudam e a maioria dos brasileiros tornam-se torcedores.

O que me chamou atenção nesta edição do mundial foram os colecionadores de figurinhas do álbum da copa. Já vi vários comentários negativos a respeito da relação de pais e filhos com essa moda, só que também tenho percebido algo positivo em tudo isso.

Conheço alguns pais que estão ajudando seus filhos e acompanhando suas coleções. Ao vê-los em uma área do shopping dedicado a trocas de figurinhas, fiquei muito feliz. O shopping é um local onde muitos pais só levam os filhos para comprar roupas, brinquedos e cinema. Normalmente o foco não é passear, nem estreitar a relação pai/mãe e filho, mas simplesmente pelo consumo de algo e logo após vão para casa.

Agora vejo pais e filhos indo aos locais para encontrar outros pais e filhos, e lá passar um tempo aprendendo que se deve criar relacionamentos para atingir metas, e que não é apenas uma troca de adesivos com fotos de homens e seus nomes estranhos. É uma troca de experiências familiares.

Outra coisa que me chama atenção é o fato de vivemos num mundo virtualizado onde se consegue fazer quase tudo pelas telas de nossos aparelhos. E justamente algo tão antigo, fazer coleção de figuras de papel, traz de volta as relações de pessoas com pessoas reais e pessoas com objetos reais (álbuns e figurinhas).

No fim, creio que tudo isso é um grito silencioso de famílias que precisam de motivação para viver momentos simples de relacionamento. E que precisamos ter algo real em nossas mãos, ainda que seja algo perecível como o papel.

Jesus sempre insistiu com seus seguidores de que o mundo virtual (religião) não é mais importante que o mundo real (pessoas/relacionamentos). Então vivamos no mundo real o que realmente importa!

Vingadores: Guerra de Liderança

Esse filme Vingadores: guerra infinita realmente mexeu comigo. Seja em produção cinematográfica, seja numa história corajosa, a Marvel está acertando muito em seus filmes.

Já escrevi um texto falando sobre a ideia de sacrifício tão presente neste filme, porém algo me chamou atenção na dinâmica de relacionamentos dos heróis. Juntar tantos heróis de diferentes culturas foi um grande desafio, porém toda boa equipe precisa de um líder, imagina então, juntar uma equipe onde há vários líderes. Agora imagina que alguns desses líderes não são verdadeiramente líderes, principalmente numa perspectiva bíblica.

Você já ouviu a expressão: é muito cacique para pouco índio?

Foi exatamente isso que aconteceu no filme. Que além dos caciques ainda tinham alguns índios que decidiram agir por conta própria, o que nos traz lições de como NÃO devemos agir! Foram pelo 7 personagens que tiveram atitudes que denominarei de síndrome de cacique. São eles: Homem de ferro, Dr. Estranho, Thor, Sr. Das Estrelas, Rocket, Gamorra e Homem-aranha.

Agora vejamos o que a bíblia diz sobre o verdadeiro sentido de liderança…

E chegaram a Cafarnaum. Em casa, perguntou-lhes: O que discutíeis no caminho? Mas eles se calaram, pois haviam discutido pelo caminho qual deles era o maior. Então, sentando-se, chamou os Doze e lhes disse: Se alguém quiser ser o primeiro, será o último e o servo de todos.

Este texto em Marcos 9.33-35, narra que alguns discípulos de Jesus estavam desenvolvendo essa síndrome de cacique. Interessante é que esses homens já estavam convivendo com Jesus e desfrutando do maior exemplo de liderança que pisou nesta terra.

Tanto no filme quanto na Bíblia, as atitudes que nos faz deixar uma natureza de servo para ser um chefe, vêm recheada de arrogância, egoísmo e prepotência. Tudo isso é contrário à proposta exemplar de Jesus Cristo, Ele disse que aqueles que querem ser seus seguidores devem negar a si mesmo, tomar a cruz, para assim, segui-lo.

O verdadeiro líder servo, tal como Jesus, é aquele que considera-se último, ou seja, é o “não-privilégios”, é pensar nos outros antes de mim, é correr para ficar no último lugar da fila.

Nesses três anos como pastor em tempo integral, tenho aprendido muito, principalmente com a equipe de liderança ministerial que Deus nos têm presenteado. Nela temos desenvolvido a máxima: transforme suas preocupações em cuidado. Onde cada jovem, ao identificar uma área carente ou débil, ele se torna a pessoa mais indicada para orar, se levantar e cuidar daquela área. Assim, temos desenvolvido um modelo estrutural de equipe resolutiva com mais disposição a ajudar.

O contrário do líder servo são pessoas que apenas reclamam e dão ideias para que os outros resolvam. Pessoas assim vivem frustradas, por não verem suas solicitações atendidas e procuram sempre estar numa posição confortável distante de problemas e sempre culpam os outros quando as coisas não dão certo.

Fico sempre pensando o quanto ser um líder servo é desafiador, pois somos “treinados” a ser mais, a mandar em alguém. Fico imaginando como aqueles discípulos vacilaram ao discutir sobre a forma errada de ser o maior, quando tinham diante deles o maior líder do universo. Mas também me preocupo quando tenho o exemplo em mãos e ainda vacilo quando tenho atitudes não servis.

Minha oração é por pessoas sempre dispostas a serem os últimos e gente que é resposta de Deus para resolver os problemas à sua volta.

Soli Amori Crhristi

Vingadores: Guerra e Sacrifício

Após assistir a recente estréia dos filmes da Marvel Studios intitulado Vingadores: Guerra infinita, eu fiquei impactado com o formato de filme ou “meio filme” que este universo cinematográfico desenvolveu.

É o primeiro filme desta natureza que a historia gira em torno do vilão e não especialmente nos heróis. E para não dar spoilers eu vou direto à aplicação de algo que mais me chamou atenção no filme… a ideia de sacrifício!

Pois é. Sacrifício é algo que está tão presente no cristianismo, é abordado em diferentes perspectivas no longa metragem, seja por boa razão ou não.

Na Bíblia há um primeiro sacrifício realizado pelo próprio Deus em animais, para que a nudez de Adão e Eva fosse coberta. Isso se deu como necessário após a desobediência a Deus em que o casal provou do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Árvore essa que Deus havia proibido o acesso no seu jardim.

Desde então, o homem desobediente aprendeu a realizar sacrifícios para “cobrir” seus pecados, até que vem o grande sacrifício realizado por Cristo Jesus, ao se entregar e morrer para que tivéssemos vida (João 3.16).

Mas não creio que o grande sacrifício simplesmente sessou a necessidade de sacrifícios em nossas vidas. Calma! O sacrifício de Jesus é completo e único em seu propósito, porém todo bom e verdadeiro cristão sabe que para exercer sua fé, é preciso sacrificar muitas situações na vida, inclusive o próprio EU.

No filme temos o sacrifício heróico e o sacrifício insano e quando penso em aplicar na vida cristã, vejo que não cabe nem um desses dois sacrifícios. Na vida cristã temos pelo menos dois outros sacrifícios:

1. Gratidão – não há algo que façamos que possa pagar o preço de Jesus na cruz. Desse modo, qualquer sacrifício meu por amor ao Evangelho é pouco, porém como sou eternamente grato a Deus, devo viver em eterna gratidão;

2. Obediência – Jesus Cristo nos deixou uma missão e ela vem sendo cumprida pelos discípulos e seguidores de Jesus, independente das consequências e na maioria dos casos há muito sacrifício para seguir e servir a Deus.

Sei que não estamos num filme.

A vida real é cheia de guerras e sacrifícios.

Minha oração é que estejamos do lado certo da guerra e sacrificando aquilo que realmente importa para nossa vida com Deus!

Soli Amori Christi

Deus é Deus e o esvaziamento de conteúdo

Quem me conhece sabe o quanto sinto muito pelo desenvolvimento “ladeira abaixo” da música no mundo evangélico. E diferente do que alguns pensam eu não fico criticando movimento gospel apenas por ser um chato.

Tudo bem, eu sou um chato! Mas qualquer bom leitor de Bíblia precisa concordar que conteúdo bíblico está desaparecendo dos movimentos “gospeis” e isso já tem um tempo. Outra coisa é que a música ruim me incomoda, não porque sou anti-arte. Pelo contrário, eu amo música, passo o dia todo ouvindo minhas playlists e por isso a queda de qualidade me atinge tanto. Mas não apenas a mim. Eu sinto muito por todas as pessoas vinculadas a um movimento cheio de pessoas vazias! Um copo vazio está sempre cheio de ar…

Me incomoda ouvir rimas soltas e músicas comerciais que perdem em qualidade musical e intelectual para as músicas de propaganda de refrigerante. Letras que reproduzem o óbvio, como luz é luz, branco é branco ou Deus é Deus. Artistas que arrancam aplausos e assobios da platéia ao fazer uma performance de dança, não que seja contra a dança, assim como a música, dança é uma expressão de arte. Mas quando dizem que dança é uma forma de adoração pública, eu sinto muito. Pois caso o dançarino seja um adorador, todo o público é simplesmente telespectador de adoração! A música (com conteúdo), mesmo que não saibamos cantar, serve para nos edificar, assim como a pregação. Mas, o que o outro dançando me edifica?

Será que estamos refletindo tudo isso? Está escrito: Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente. (1Coríntios 14:15)

Eu oro a Deus clamando por uma juventude que busca inspiração nas Escrituras para desenvolver sua arte e, assim, contrapor esse movimento que faz músicas legais e depois buscam na Bíblia justificativas para suas letras que às vezes “ninguém explica”.

Eu peço a Deus que aumente meu temor à Ele mesmo. Pois só assim vou preparar sermões que trazem Cristo como centro e não os meus achismos.

E peço perdão por todas as vezes em que empobreci o discurso para satisfazer ao homem.

Soli Amori Crhisti

Contemplatividade

De acordo com a internet (!), a mesma foi criada em 1969 nos EUA. Chamada de Arpanet, tinha como função interligar laboratórios de pesquisa, assim nasceu o compartilhamento eletrônico de informações, que inicialmente só era transmitido algo próximo daquilo que conhecemos como e-mail. Naquele mesmo ano, auge da Guerra Fria foi que, segundo “dizem”, o homem pisou pela primeira vez na Lua. No mesmo ano aconteceu um conhecido festival musical estadunidense chamado Woodstock, considerado por muitos como o maior festival de rock de todos os tempos.

Daí você pergunta: o que o “bebê internet”, o homem na Lua e um festival de rock têm em comum? A minha resposta é que este período marcou o início de uma mudança significativa na forma como a sociedade transmite e absorve informações. A internet é uma ferramenta indiscutível neste ramo; a viagem espacial nos fez expectadores de tudo aquilo que se vê na TV; e o Woodstock foi considerado um grito de liberdade de uma geração sem voz. Até então jovens e adolescentes não tinham a menor abertura para opinar, pois alguém com até duas décadas de vida não tinha experiência e conhecimento suficiente para contribuir com suas ideias naquilo que era coisa de adulto. Só que os tempos mudaram hoje qualquer um faz juízo de tudo e de todos, independente da idade todos têm algum tipo de opinião e oportunidade de publicar pra quem quiser ler, ouvir e assistir.

A Bíblia diz em Tiago 4.17: Portanto, aquele que sabe que ele fazer o bem e não o faz nisso está pecando. Eu tenho uma apreciação especial por esse versículo! No contexto, a partir do versículo 13, a carta de Tiago que é muito prática, nos traz um confronto com respeito a falibilidade dos planos humanos diante do plano de Deus. E o versiculo que destaquei é simples e direto… Pecado é saber e não fazer o bem.

Meu questionamento é:

Se no passado, mesmo sem voz, muitos conseguiram realizar grandes feitos através de suas atitudes, porque hoje, ao conquistarmos voz (como nunca), não temos mais boas atitudes memoráveis?

Assim denomino de JUVENTUDE CONTEMPLATIVA, uma geração inteira que tem nas mãos o poder da comunicação e o usam muito bem (ou não), mas não demonstram força de vontade para concretizar seu belo discurso. Hoje muito se fala, mas quase nada é realizado! É possível encontrar opinião sobre tudo: política, religião, artes, esportes, saúde e tudo mais que você possa imaginar. Até mesmo é muito comum a crítica da crítica, que é o fato de discordar da discordância do outro.

Quero deixar claro que não sou contra críticas e opiniões. Mas tenho muita expectativa em ver mais atitude em vez de milhares de vozes que no fim não falam muita coisa. Fico imaginando Jesus com 12 anos “pregando” para doutores da Lei no templo (Lucas 2.42-47). Naquele tempo era um absurdo alguém tão jovem ser tão sábio, e o texto ainda diz que fora interrogado e suas respostas admiravam a todos. Só tem um detalhe mais que especial… Jesus colocou TUDO em prática!!!

E você, vai fazer o quê?

Pode criticar meu texto. Mas faça algo depois…

#RevoluciAME

Soli Amori Christi

A INDOLÊNCIA DO INSTANTÃNEO

Vivemos em tempos em que a tecnologia traz recursos que deveriam facilitar a vida. Uma dessas “facilidades” é a possibilidade de permanecer todo o tempo conectado a TUDO e também a TODOS. Mas será que realmente estamos ligados uns aos outros?

Descobri que até hoje participo de um pouco mais de 6 dezenas de grupos de WhatsApp. Isso mesmo! 60 grupos incluindo: ministérios, família, amigos ou assuntos variados. Desse modo me considero um “especialista” em grupos de WhatsApp! Hahaha E, participando desses grupos tenho concluído a respeito da INDOLÊNCIA DO INSTANTÂNEO. Acredito que o excesso de imediatismo têm nos levado a este sentimento, ou melhor, falta sentimento coletivo por conta do instantâneo.

Está escrito em Romanos 15:2: “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.” Será que temos praticado esse conselho de Paulo nas redes sociais? Porque tenho percebido uma “ruma” de argumentos instantâneos que geram interpretações instantâneas e, consequentemente crises instantâneas, levando a muitos debates desnecessários que muitas vezes não edificam.

Nós estamos perdendo a sensibilidade pelo outro. Principalmente nos grupos, em que são diversos “tipos de outros”! Chegamos ao ponto do uso de agressividade em palavras quando nossa opinião não é bem recebida.

Paulo ainda disse:

“Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 15:4-6)

Façamos bom uso das facilidades tecnológicas. Sejamos pacientes com todos e que nossas palavras digitadas sejam para edificação e, desse modo, glorificar a Deus!

Soli Amori Christi