Fim de festa

Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. [Lucas 16.10]

Num desses feriados, estava eu despertando a caminho da varanda do apartamento, quando visualizo uma cena que me trouxe vergonha alheia: Um homem que aparentava mais de 50 anos abre a garagem de sua casa e começa a despejar dezenas de balões amarrados e outros soltos pela rua e ficava observando o vento levar…

Comecei a me perguntar, será que um homem dessa idade nunca aprendeu sobre o que devemos fazer com o lixo? Seria tão difícil estourar os balões e coloca-los no lixo?

Não falo apenas da qualidade de cuidado com a propriedade pública é também uma questão ecológica e, ainda mais, já imaginou uma criança, que ama balões correr atrás de um balão pela rua e acabar sendo mais uma vítima de um acidente? Aí você pensa que exagerei, mas quem conhece o comportamento de certas crianças pode imaginar o perigo que há.

Daí volto a pensar neste texto inicialmente citado. Jesus, por meio de parábola, ensina sobre dinheiro e neste versículo 10 traz essa belíssima constatação. Daí começo a pensar, qual a diferença de um homem que joga balões pela rua a um político envolvido no desvio de milhões? O que comete “errões” também comete “errinhos”, vice-versa!

O Brasil vive em fim de festa, jogando sua sujeira ou colocando embaixo do tapete. Gente que não cuida da própria rua ou da segurança dos pedestres não deveria reclamar daqueles que roubam nossos impostos.

Fazem textão nas redes virtuais e filosofam sobre qualquer coisa deitados em suas redes, mas faltam atitudes que geram reais mudanças.

O que esperar de um amanhã? Pessoas honestas, crianças educadas, jovens que mudam efetivamente o mundo à sua volta? Eu espero em Deus, que por graça e misericórdia usa pessoas para aliviar o peso de um mundo corrompido.

Bom seria se as pessoas fossem educadas com a Bíblia, antes mesmo de aprender a matemática do roubo, o português do engano, a biologia de machucar e a geografia de dominar.

Biblifique-se!

Soli Amori Christi

Nós também matamos crianças

Aylan Kurdi, o menino sírio de 3 anos que foi encontrado morto em uma praia da Turquia e cuja foto se tornou uma representação da crise migratória na Europa, falou nesta quinta-feira  sobre a tragédia. Abdullah Kurdi perdeu também a mulher e outro filho de 5 anos no naufrágio.

“Tínhamos jalecos salva-vidas, mas o barco afundou porque várias pessoas se levantaram. Carreguei a minha mulher nos braços. Mas meus filhos escorregaram das minhas mãos”, contou ele.

Quando digo que nós também matamos crianças, não me refiro a algum tipo de guerra ou crise migratória no Brasil, aqui não temos essas coisas. Mas vivemos num país em que é comum ver crianças trabalhando a céu aberto. Um país que é comum ter conhecimento de crianças vítimas de abuso sexual. Um país onde indefesos precisam ser violentos por conta da violência urbana. Um país que desaprendeu o que é educação.

Quando, destas formas, estamos matando centenas de crianças todos os dias, fica mais do que claro que não conseguimos ser responsáveis por ninguém. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Salmo 127:1-5

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem. Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.

Soli Amori Christi

Mudar o mundo

Muito se tem ouvido falar em que é o momento de mudar o Brasil. Quero logo dizer que não penso em mudar o Brasil por causa dos manifestos e protestos, mas SEMPRE pensei em mudar as coisas, mudar o Brasil, mudar o mundo. Sei que é clichê falar que a mudança deve acontecer nas pessoas. Então questiono: as pessoas estão mudando?

Outra coisa que ouvi é que muitos se denominam os atuais protagonistas de uma possível revolução. Nós é que elegemos uns pseudos protagonistas que agora “não nos representam”! Outros virão, sejam do movimento passe livre, nacionalistas ou apartidários. Outra vez pergunto: as pessoas estão mudando?

E as igrejas, devem participar ou não dos protestos e qual contribuição podem oferecer? Olhando para a Palavra, vejo Jesus como um revolucionário. Que é revolucionária a verdade de que Deus se torna homem para mudar a vida dos homens, de que Jesus, esperado como um revolucionário político contra um império, trouxe um outro reino que não têm os do partido ou os sem-partido, um reino que muda as pessoas.

Sim, as pessoas estão mudando. Muitos estavam apáticos à situação crítica da política brasileira, alheios a todo este movimento manipulador em que a população é considerada massa de manobra. Agora o Brasil acordou, política faz parte do assunto principal nas redes sociais, embora muitos não tenham opinião própria e apenas replicam o que um outro diz, pelo menos estamos aprendendo.

Agora preciso dizer uma coisa:

Política, mesmo que seja apartidária, muda as pessoas mas não satisfaz! No futuro outros assumirão o poder, quem sabe até alguns destes que estão protestando, depois virão outros com opiniões contrárias. Pela história é um ciclo que se repete. Porém conhecer o nosso Deus através de Sua Palavra, crer em Cristo Jesus é que traz verdadeira alegria. Nosso povo precisa de ideais para mudar vidas. Nosso povo precisa de Deus!!!

Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR. Salmo 33:12a

Soli Deo Gloria

Manifestações e Protestos

Algumas definições:

Manifestação

s.f. Ato de manifestar(-se): manifestação do pensamento. / Movimento popular, ajuntamento de pessoas destinado a exprimir publicamente um sentimento, uma opinião política. / Homenagem coletiva a uma pessoa eminente.

Protesto

s.m. Protestação, afirmação solene, declaração pública que se faz da própria vontade. / Declaração formal pela qual se reclama contra alguma coisa. / Ato pelo qual o portador de um título comercial, não aceito, nem pago no dia do vencimento, se resguarda o direito de qualquer procedimento futuro.

Acompanhando os noticiários que variam entre futebol (Copa das confederações), notícias internacionais e manifestações e protestos principalmente em São Paulo. Sinto o desejo de apontar o meu MANIFESTO! Faço questão de abrir esta postagem com definições extraídas do dicionário que deixam claro a real intenção dessas expressões, porém é assim que os jornais estão chamando aquilo que se passa esta semana em pelas ruas de SP.

Eu tenho uma expressão para o que ocorre principalmente em SP, chama-se VIOLÊNCIA. Seja ela dos manifestantes, da polícia ou sofrida pela população. Algo interessante é que se o protesto é contra o aumento de tarifas de transporte público, deveriam ser feitos por, em sua maioria, estudantes e trabalhadores. Tenho dificuldades em pensar que trabalhadores estejam envolvidos em massa em algo de prejuízo assegurado, seja da saúde ou seja em tempo de descanso. O que me resta é pensar que estudantes estão envolvidos nesta zona de guerra civil! Como que futuros pais de família, comerciantes, formadores de opinião e até políticos agem de maneira irracional com tamanhas proporções?

Quebrar vidros das janelas de lojas, depredarem ônibus e pixar muros vai causar alguma mudança significativa? Estes mesmos estudantes de cabeça vazia estarão torcendo pela seleção brasileira e assistindo aos jogos regados à bebida e despreocupados com a movimentação política neste período. Quero dizer é que o Brasil vai parar na “tão esperada” copa do mundo para assistir aos jogos enquanto decisões sérias serão tomadas pelos nossos governantes e tenho certeza que não haverão manifestações, senão focadas em futebol.

Sinto muito pelo povo que usa de violência e perde direitos e depois se esquece dos problemas no carnaval. É uma pena ver estudantes destruindo as cidades e registrando tudo com seus smartphones e trabalhadores que logo vão gastar metade dos seus salários para assistir jogadores milionários que “vestem” a camisa de seus patrocinadores. Vai que é sua Brasil!!!

Biblifique-se!

Mais uma expressão inventada para chamar atenção e nos levar a reflexão! Essa é minha proposta ao inventar palavras…

Precisamos urgente e cuidadosamente nos “biblificar”, ou seja, buscar com desprendimento e sabedoria, conhecer mais e melhor a vontade de Deus para nossas vidas revelada na Sagrada Escritura.

A proposta não é “vender” uma marca nem muito menos criar slogans para vender camisas (deixa isso para os mercantilistas do mundo gospel). Quero apenas trazer reflexão sobre o conceito – buscar e viver Palavra de Deus!
O que está faltando em nossa prática de fé que nos afasta do interesse pela leitura da Palavra e que nos tem levado a uma omissão e descaso à Palavra de Deus?

Pagando Promessas

Você já ouviu a expressão: “pagar uma promessa”? No Brasil, dentre ao diverso universo religioso há uma prática religiosa muito comum e conhecida da população, porém incomum e desconhecida se olharmos com as lentes da Palavra de Deus! Existem várias cidades em que tal manifestação relacionada ao pagamento de promessas sustentam a economia local, o que torna a cidade um ponto turístico religioso, onde muitos visam apenas o lucro e exploram a fé das pessoas.

Próximo a minha casa existe uma igreja edificada em grande porte onde toda a construção, manutenção e acabamento são feito à base de pagadores de promessas. Gente que rezou pela intercessão de um santo, prometendo investir financeiramente na obra da igreja se o santo atender, e como a “benção” foi alcançada esta pessoa sente-se em dívida com o santo e paga esta promessa investindo na igreja.

Outras igrejas por aí também mantém curiosos costumes de pagar promessa num outro processo que parece ser invertido ao anteriormente citado. Líderes religiosos lançam as chamadas “campanhas” para que os fiéis cumpram determinado sacrifício para, assim, ter o benefício divino e seguir em frente com o sentimento de missão cumprida!

Será que alguma dessas duas formas de pagar promessa está certa e a outra errada?

Creio que as duas estão erradas. Na Palavra de Deus há sim relatos de promessas. Por todo o Antigo Testamento, começando em Gênesis, o Senhor fez promessa após promessa a Abraão, Isaque, Jacó e a seus descendentes de que a terra de Israel pertence ao povo judeu. A promessa é repetida cerca de vinte vezes no livro de Gênesis. O livro de Deuteronômio fala pelo menos vinte e cinco vezes que a terra é um PRESENTE do Senhor ao povo de Israel (Dt 1.20,25; 2.29; 3.20; 4.40; 5.16…).

  • Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e, em troca, darei um coração de carne. [Ezequiel 36:26]
  • Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia. [Isaías 26:3]
  • […] Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, pregado entre vocês por mim e também por Silvano e Timóteo, não foi “sim” e “não”, mas nele sempre houve “sim”; pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém” é pronunciado por nós para a glória de Deus. [2 Coríntios 1:19-20]
  • Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. [Apocalipse 21:4]

Em todos estes exemplos descritos na Palavra de Deus vejo promessas. O que não vejo é que estas promessas devam ser pagas de alguma forma ou que devamos fazer algo em troca delas, não! Estas e outras promessas são só e simplesmente prova do cuidado e do amor de Deus para com Sua imagem e semelhança… nós!

Não busque, mas viva e seja promessa de Deus para a glória dEle e testemunho para os “de fora”!

Soli Deo Gloria

O que aprendi com esta Copa

(Algumas coisas gostaria de esquecer)

Profissionalismo ganha da malandragem (7X1)!

É possível desenvolver projetos sociais relevantes durante o mundial, algo que o Brasil, gastando bilhões, não soube fazer;

É comum debates de cunho esportivo durante o evento e muitos até tem boa base, porém neste mundial surgiram muitos debates políticos sem o menor conhecimento;

Ter opinião formada pode ser o fim de amizades;

Não importa se o time está perdendo quando a câmera te filma é só alegria;

Não adianta muito ter o melhor do mundo em um time de baixa qualidade;

Jogadores que confessam ser evangélicos pronunciam palavras que, com certeza, não estão na Bíblia;

É possível não jogar nada e ainda permanecer como titular da seleção;

A seleção brasileira fez historia neste mundial (7X1);

Patriotismo não é somente uma camisa verde e amarela;

Nosso povo sabe rir do drama;

A maioria dos turistas conheceu um Brasil que nem os brasileiros conhecem;

O esquema de segurança do mundial mostrou que o país tem condições de investir em segurança, só que não acontece em “dias comuns”;

É possível fazer uma abertura ridícula com participação musical na base de playback;

Na “festa” de encerramento até polícia ambiental marcou presença, seria para coibir o tráfico de Fulecos?

Toda festividade no Brasil vira carnaval, ou seja, regada a muita bebida e sexo;

Há locutores esportivos vivendo demais;

Hospitais e escolas são benéficos à população e não “vitrine” para o mundo;

E você, o que aprendeu?