Relativismo Gospel (o fim justifica os meios?)

Em síntese: O relativismo é uma corrente que nega toda verdade absoluta e perene assim como toda ética absoluta, ficando a critério de cada indivíduo definir a sua verdade e o seu bem. Opõe-se ao fundamentalismo.

Recentemente publiquei um vídeo alertando e criticando certas linhas eclesiológicas e sujeitos pregadores que mesmo pregando de maneira errada, ou até utilizando meios ilícitos, têm como resultado de seu trabalho vidas transformadas. Cheguei a usar o exemplo de políticos que “roubam mas fazem”. Será que o fim justifica os meios?

Olhando para a Palavra, eu creio que a resposta é não!

É certo que Deus usou vidas de sujeitos pagãos para cumprir propósitos divinos, mas isso não tornam esses sujeitos “abençoados”. Por exemplo, numa história muito conhecida da Bíblia, o faraó foi usado por Deus, veja:

Êxodo 7:3-5

Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.

Faraó foi usado por Deus? Se sua resposta, como a minha é sim, então esse faraó seria um exemplo a ser seguido? É CLARO QUE NÃO!

Na Bíblia ainda tem relatos de reis, soldados e até nações inteiras que mesmo “não adoradores de Deus”, foram usados por Deus para cumprir sua vontade. Tudo isso não significa que o fim justifica os meios, mas sim que Deus é soberano e usa quem quer na hora que quer para satisfazer sua vontade plena.

Retornando aos nossos dias… se um pregador, uma igreja ou até uma religião prega heresias e usa artifícios não-bíblicos para, no fim, converter vidas a Cristo Jesus, faz-se destes bênçãos de Deus por conta dos resultados? Creio que não! Se há resultados de vidas consagradas ao Senhor é pela graça e misericórdia de Deus que se quiser usa até um ateu para cumprir seu propósito.

Contudo, seguindo a teologia paulina e outros autores de epístolas, chego à conclusão de que, mesmo mostrando resultados positivos (em meio aos negativos), pregadores, igrejas e religiões que usam meios incoerentes à luz das Escrituras DEVEM ser esclarecidas ao povo de Deus, de maneira que nós líderes carregamos a responsabilidade de denunciar seus erros!

Não se sinta incomodado a concordar ou discordar de mim, apenas leia alguns dos diversos exemplos nas Escrituras e tire sua própria conclusão!

Digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. [Colossenses 2:4]

Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; [Colossenses 2:8]

Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. [2 Tessalonicenses 2:3,4]

Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita. [2 Pedro 2:1-3]

[…] e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição. [2 Pedro 3:15,16]

Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. [2 João 1:9,10]

Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; [2 Timóteo 3:13-16]

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Soli Amori Christi

De “fora para dentro”

Você já deve ter ouvido falar que a palavra que fora traduzida para igreja, no original em grego tem um significado com algo parecido como: “chamados para fora”. Será que este era o real sentido desta palavra para os discípulos de Jesus?

Veja o que Robert Cara, em um artigo bem interessante chamado “Cuidado com o Significado Oculto da Raiz de uma Palavra“, escreve sobre ekklesia:

No grego, mais do que no português, muitas palavras são uma combinação de duas outras palavras, mas geralmente o estudo etimológico do porquê e de quando essas palavras foram combinadas é completamente desconhecido pelo autor do Novo Testamento. A palavra grega ekklesia, que é geralmente traduzida por “igreja”, é uma combinação das palavras chamar e fora. Contudo, os dicionários gregos acadêmicos não dão a definição de “os chamados para fora” para a palavra ekklesia, porque ela não está sendo usada dessa maneira no Novo Testamento. Embora seja teologicamente verdadeiro que cristãos tenham sido chamados para fora do mundo pecaminoso para ser a igreja, essa verdade não é derivada da palavra ekklesia. Semelhantemente, no inglês moderno a palavra butterfly (borboleta) é claramente composta das palavras butter (manteiga) e fly (mosca), mas isso não nos ajuda a entender melhor o inseto.

A Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã traz a seguinte definição para igreja:

“No NT, “igreja”traduz a palavra grega ekklēsia. No grego secular, ekklēsia designava uma assembléia pública, e este significado ainda foi mantido no NT (At 19.32, 39, 41).

É interessante notar que algumas das pessoas que enfatizam o “chamados para fora” são também contra a reunião dos crentes em um prédio para cultuar a Deus. Contudo, como o uso do termo ekklēsia mostra, a igreja é uma assembléia (ou seja, uma reunião) e a igreja em Atos se reunia sim em locais fechados para cultuar a Deus, orar e ouvir a Palavra.

(pesquisa de Vinicius Pimentel, fundador do site: Voltemos ao Evangelho).

Vejamos o que está escrito em Atos 3:1-11

Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. 2 Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 3 Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. 4 Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. 5 Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. 6 Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! 7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; 8 de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus. 9 Viu-o todo o povo a andar e a louvar a Deus, 10 e reconheceram ser ele o mesmo que esmolava, assentado à Porta Formosa do templo; e se encheram de admiração e assombro por isso que lhe acontecera. 11 Apegando-se ele a Pedro e a João, todo o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão.

Pedro e João são a igreja que age também trazendo os “de fora”

O que podemos aprender com esta cura milagrosa…

  1. A prática constante de oração leva os discípulos a oportunidades missionárias. (1-3)

Os judeus tinham uma prática diária de oração e que era dividida em pelo. Enos três vezes ao longo do dia: nove horas da manha, meio dia e três da tarde. A “hora nona” do versículo 1, são três da tarde. Os primeiros cristãos a exemplo dos discípulos mantiveram essa prática. Foi que em um desses momentos em que pedintes ficavam à porta do templo esperando que uma boa alma lhes desse algo, em que Pedro e João são colocados ali por Deus para levar cura.

  1. Autoridade em nome de Jesus. (4-6)

Os discípulos dizem no versículo 4: olhe para nós! Eles eram homens simples sem nenhum adereço de riqueza ou de sacerdócio farisaico. Homens simples que traziam consigo uma poderosa mensagem (vs.6): a fé! É pela fé na autoridade que há no nome de Jesus que aquele homem é curado dessa doença que o acompanhou toda a vida.

  1. Atitude de fé e gratidão. (7-8)

Mas os discípulos não permaneceram apenas com uma palavra de fé, eles tiveram uma atitude de fé. Ajudaram o homem a levantar-se revelando sua cura e consequentemente o homem, antes aleijado, agora entra no templo sem medo de ser feliz. Saltando e louvando ao Senhor!

  1. Testemunho. (9-11)

Os versículos 9 e 10 mostram o que este testemunho de vida faz na vida daqueles que estão no templo. Testemunhar é conhecer oocorrido eaquele povo frequentador do templo conhecia a história daquele homem. No versículo 11 narra que as pessoas sguiram este homem juntamente com os dois discípulos em direção ao pórtico de Salomão, que é o local em que Jesus ensinou a respeito do “bom pastor”: João 10. 23-25

23 Jesus passeava no templo, no Pórtico de Salomão. 24 Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente. 25 Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. 26 Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.

Que nossa vida na igreja reproduza a vontade de Deus para nós. Que sejamos capazes de trazer irmãos para dentro dessa família chamada igreja!!!

Solo Amori Christi

Mensageiros das boas novas

A ocasião para a carta foi o envio de uma oferta financeira da igreja a Paulo pelas mãos de Epafrodito (4.18), com instruções para ministrar às necessidades do apóstolo em Roma. Muito provavelmente, Epafrodito também levou relatos sobre o progresso e os problemas da igreja. Agradecendo à igreja por sua generosidade, Paulo também queria encorajar a perseverança nos traços positivos e oferecer correção para as áreas nas quais a igreja se achava deficiente. Outros motivos para a carta foram a correção de qualquer desentendimento sobre o desempenho de Epafrodito como mensageiro e ministro (2.25-30) e a iminente visita de Timóteo (2.19-24).

Carlos Osvaldo Pinto

Filipenses 2:19 – 3:1

19 Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação. 20 Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; 21 pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. 22 E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai. 23 Este, com efeito, é quem espero enviar, tão logo tenha eu visto a minha situação. 24 E estou persuadido no Senhor de que também eu mesmo, brevemente, irei. 25 Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; 26 visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. 27 Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. 28 Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. 29 Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; 30 visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.

3.1 Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas.

Timóteo e Epafrodito são enviados por Paulo como mensageiros de boas novas para perpetuar o Evangelho (Boas Novas).

Timóteo

O jovem pregador Timóteo era um “duplo mensageiro”, onde Paulo espera enviá-lo à igreja (19) para ter conhecimento das condições daquela igreja. Já nos versículos 20 e 21, o Apóstolo orienta que Timóteo é aquele a qual ele sente ser o melhor para levar a igreja aos propósitos de Jesus Cristo, pois outros buscam aos seus próprios interesses.

Paulo envia seu filho na fé (22) reconhecendo que não teria a oportunidade de conduzir a igreja, visto que estava preso só restava-lhe a esperança em rever os irmãos (23, 24).

Epafrodito

O mensageiro Epafrodito além de trazer as últimas novidades da igreja em Filipos, foi também o responsável pela oferta que a igreja havia enviado a Paulo para seu sustento enquanto encarcerado (25). Nos versículos seguintes Paulo descreve um recente acontecimento à Epafrodito, que ele esteve doente a ponto que quase falecer e ainda sentia saudades dos irmãos, dizendo: 26 visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. 27 Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. 28 Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. Interessante, nesta que é considerada uma carta da alegria, ver Paulo citar tristeza. Isto traz um importante ensino…

A verdadeira alegria não é ausência de tristeza, mas a certeza de que a fonte de nossa alegria é o Senhor! Está escrito: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! (Filipenses 4:4)

Os versículos 29 e 30 é uma ordem do apóstolo à igreja. Que ela honre homens que dão a vida prol Evangelho. Interessante observar que a “quase morte” de Epafrodito é utilizada para a igreja aprender a honrar missionários e não um apelo sensacionalista como se vê hoje em dia aos “testemunhos milagrosos” que se vê por aí.

Por fim, o versículo 1 do capítulo 3 fala, da fonte da alegria e também a importância das instruções de Paulo, ainda que seja algo repetitivo, são sim necessárias para aplicação!

Contudo, minha oração está em 1 Tessalonicenses 1:6, que diz:

Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação , com alegria do Espírito Santo.

Soli Amori Christi

Falta Cristo

Ao assistir uma entrevista com o Pr. Wilson Porte fui confrontado com a ideia de que muitos evangélicos hoje têm dificuldade de evangelizar pelo fato de que pouco se conhece o protagonista do evangelho, ou o próprio Evangelho – Jesus Cristo.

Comecei então a refletir sobre as áreas que tangem a igreja evangélica brasileira e se realmente esta afirmação do pastor tem algum fundamento. Vejamos algumas dessas áreas:

Reflexão Bíblica

Não é preciso ser teólogo para perceber que em muitos redutos evangelicais as pregações não contam com uma real explanação a respeito de Cristo. O que me refiro não é apenas usar exemplos ou palavras tipo: “disse Jesus”. Está faltando o ensino a respeito da pessoa de Cristo, suas obras, mensagens e exortações. Se perguntarmos a qualquer pregador cristão se ele prega de maneira cristocêntrica, 99% responderá que sim. A questão é… será que este discurso está presente nos púlpitos?

Estudos Bíblicos

Muitas igrejas ainda hoje mantém a estrutura de Escola Bíblica Dominical, outras, no entanto utilizam outros métodos e dias para o ensino cristão. Aqui a pergunta é: nossos estudos eclesiásticos têm Jesus como início, meio e fim? Ou será que estamos estudando métodos, passos e fazendo campanhas? Por um lado temos essa forte influência da igreja norte americana que produz “cartilha” para tudo e nos tornamos extremamente metódicos e burocratas. Por outro lado temos igrejas sem métodos algum, que vive na improvisação do ensino onde o foco é a experiência pessoal e a manifestação de algum espírito.

Música, teatro e dança

Não é nenhuma novidade que o mercado gospel musical têm em seu foco o lucro em detrimento à real adoração! Aqui pergunto: e na igreja, temos cantado Cristo? Contamos em canção o que a palavra diz? A verdade é que a maioria nem sabe se a letra da música é uma poesia que pode ser uma heresia e até citam letras não-bíblicas como se fosse Palavra de Deus. Peças teatrais são excelentes ferramentas para transmitir a Palavra, aí pergunto: porque colocamos tanto a figura de satanás em nossas peças? Será que satanás tem toda essa atenção na Palavra? E a dança… Aaah a dança! Outra maneira de apresentar um talento em forma de adoração, só que esta ferramenta não faz parte do culto público, pois durante um culto em que há alguma apresentação de grupo de dança, só quem adora é o grupo, e a igreja toda torna-se telespectadora de adoradores e isto não é culto público.

Evangelismo

Aqui deveríamos estar tranquilos, pois evangelismo é falar de Cristo. Só que observando muitas agências ou atividades missionárias de igrejas percebe-se um foco acentuado nos métodos e passos para o evangelismo, material superproduzido e alegorias. Só falta o principal… O Evangelho! Muitos saem de suas igrejas para as ruas, ou fazem viagens evangelísticas até para outros países sem ao menos conhecer o Evangelho – a obra, exemplos e palavras de Cristo.

O Evangelho segundo Marcos traz no primeiro e último versículo dicas simples e diretas para acertarmos o alvo quanto ao conteúdo e objetivo do Evangelho:

Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o filho de Deus.” (Marcos 1.1)

Então, saindo os discípulos, pregaram por toda parte, e o Senhor cooperava com eles confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.” (Marcos 16.20)

No início devemos ser objetivos e ter autoridade para falar do Filho de Deus. Por fim, o próprio Deus alcançará os corações confirmando nossa missão.

Nem só de métodos vive o Cristão!

*Qualquer semelhança é mera intenção!

Evangelismo sem o Evangelho gera cristianismo sem Cristo!

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Soli Deo Gloria

Meu nome é Natanael

Natanael (em hebraico Netan’el em hebraico, significa “Deus deu”) aparece no Evangelho de João, nos capítulos 1 e 21. Nos outros 3 evangelhos ele não é mencionado, contudo se retém que seja a mesma pessoa encontrada nos outros Evangelhos com o nome de Bartolomeu. Portando, é um dos 12 apóstolos.

Leia João 1. 46 – 50

Filipe encontra Natanael e lhe diz: “Encontramos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas: Jesus, o filho de José, de Nazaré”. Perguntou-lhe Natanael: “De Nazaré pode sair algo de bom?” Filipe lhe disse: “Vem e vê”. Jesus viu natanel vindo até ele e disse a seu respeito: “Eis verdadeiramente um israelita em quem não há fraude.” Natanael lhe disse: “De onde me conheces?” Respondeu-lhe Jesus: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira”. Então Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

O Evangelho de João apresenta Natanael como um conhecedor das escrituras e como alguém que vivia segundo o costume farisaico. Quando Jesus diz dele que era “um israelita em quem não há fraude” que dizer que pertencia ao povo de Israel por convicção pessoal e não somente por descendência de sangue. Visto que Filipe discute com ele sobre as afirmações messiânicas presentes na Lei e nos Profetas, provavelmente era alguém que estudava as Escrituras, o Antigo Testamento. O costume farisaico era de estudar a Bíblia à sombra de uma árvore.

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás” (João 1. 50).

A redenção retira a cegueira, pois em Cristo enxergamos além!

I. A cegueira do preconceito

Preconceito não é nada novo. Naqueles dias já havia muito preconceito. O etnocentrismo radical era e é muito presente na cultura oriental. “De Nazaré pode sair algo bom?”. Pode até ser que não sejamos preconceituosos com pessoas nascidas em países, regiões ou estados vizinhos. E quando se tratam de outras religiões, denominações ou estilos? O preconceito nos impede de enxergar o que há de melhor nas pessoas, enfatizando apenas aquilo que nos incomoda.

II. Cegueira das Sagradas Escrituras

Será que o fato de frequentar a igreja e conhecer a Bíblia é suficiente para minha caminhada de fé? É claro que não. Há muito mais acerca da nova vida em Cristo. Natanael era um religioso e conhecia as Sagradas Escrituras, porém era cego ao que estava diante dos seus olhos. Jesus Cristo, o nosso Senhor nos chama a uma vida autêntica de relação familiar com o Aba, nosso querido Deus Pai. Uma relação pautada em fé, esperança e amor. Infelizmente não é isso que tem sido pregado em muitos seguimentos religiosos hoje em dia.

III. O olhar de Cristo estava sobre Natanael

Nada escapa aos olhos do nosso Deus. Jesus conhecia Natanael. Disse Jesus: “Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira”. Deus está nos vendo, observando e participando de nossa vida. Em Provérbios 15.3 está escrito: “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”. Ao tomar conhecimento de algo assim será que vamos viver com medo do olhar de Deus? Ou tranquilos por saber que estamos ao Seu cuidado? Se a resposta for medo, é porque estamos vivendo de maneira que não agrada ao Senhor.

IV. Em Cristo enxergamos além

“Qualquer um pode contar as sementes em uma maçã, mas só Deus pode contar o número de maçãs em uma semente.” (Robert H. Schuller)
Disse Jesus a Natanael: “Coisas maiores do que estas verás”. Tudo isso é pela fé! Leia Hebreus 11 e veja o quanto Deus tem feito através do seu povo que, pela fé, permaneceram fieis e muitos nem sequer desfrutaram das bênçãos, mas viveram satisfeitos por fazer a vontade de Deus. Jesus nos convida a olhar para Ele e enxergar além das nossas limitações e com os olhos da fé compreender e viver o senhorio de Cristo. Dessa forma, poderemos sair do conforto dessa sombra da árvore da religião e viver o VERDADEIRO CRISTIANISMO!

Soli Deo Gloria

Evangelho segundo o Homem-Aranha

Texto de Paulo Felipe Almeida

Li o texto de um amigo (parceiro Léo) em seu site (palavrasdoleo.com.br), sobre o evangelho segundo os X-MEN, onde se encontram na trama dos personagens dos quadrinhos elementos que nos levam a relacionar nossa luta contra os falsos profetas. O bem contra o mal. Os cristãos contra tudo que vai de encontro a Deus. Não pude deixar de copiar o bom exemplo de Léo e por esses dias de férias assistindo o filme “Homem-Aranha 2”, me deparei com uma frase que já ouvi várias vezes no universo dos filmes, desenhos e quadrinhos do herói Aracnídeo da Marvel: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. A frase chamou minha atenção, relacionando-a a um texto bíblico. Assim como Léo falou direcionado aos X-MEN em seu artigo: Não quero de maneira alguma insinuar que o enredo de “Homem-Aranha” saiu das Escrituras Sagradas, mas a frase me lembrou do texto de Atos 1.8 que diz:

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1:8)

A frase do filme encontra seu contexto quando Peter Parker (o Homem-Aranha) fica muito empolgado com a descoberta de seus novos poderes e, no início, pensa somente em como ganhar dinheiro com eles. Levado por esses pensamentos individualistas, não faz o mínimo esforço para impedir a fuga de um ladrão, que logo depois viria a matar seu tio Ben. Quando descobre que o assassino do tio é o bandido que poderia ter detido sem dificuldades, se vê tomado por um sentimento de culpa que traz uma dura lição: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. A partir de então, começa a utilizar seus poderes para combater o crime na cidade de Nova York.

Já o texto de Atos nos mostra as palavras de Jesus num contexto em que, quando o Espírito Santo de Deus habitar em nossas vidas, devemos estar habilitados para testemunhar de seu evangelho. É incrível como muitos de nós recebem o poder do Espírito Santo, aceitando a Cristo em nossas vidas, mas não atentamos para o fato de que esse “aceitar” a Cristo é uma missão que nos traz grande responsabilidade.

Nós devemos saber que o evangelho, além de ser uma dádiva, ser Graça de Deus para nossas vidas nos traz sim muita responsabilidade. O texto de Efésios 5.15-17 diz o seguinte: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não sejam como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, por que os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender a vontade do Senhor.” – Quando Paulo aqui se refere aos “dias maus”, está comunicando seu senso de urgência por causa do poder de influência do pecado. E hoje, estamos nesses dias maus. E nós devemos assim como os “heróis” lutar contra esse mal.

Devemos ser pensar que precisamos testemunhar, exteriorizando o valor de nossa fé, e sendo testemunhas poderemos anunciar a verdade de Deus para vida das pessoas até os confinas da terra. E aí? Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades? Peter Parker percebeu isso e assumiu sua responsabilidade. Será que nós estamos preparados para assumir a responsabilidade de testemunhar daquilo que Deus fez, faz e fará por nós? Que assumamos nossa responsabilidade.

Abraços a todos e Amém!

Keith Green

Keith Gordon Green (21 de outubro de 1953 – 28 de julho de 1982) foi um cantor e multi-instrumentista gospel americano. Compunha, interpretava e tocava piano, guitarra, contrabaixo e percussão. Green respira música desde a infância aos 12 anos de idade, já dispunha de quarenta canções originais sob sua carreira. Quando jovem lançou seu primeiro album The Way I Used To Be pela extinta gravadora Decca.

Depois de entrar na vida adulta, antes de se tornar um cristão, Keith tinha uma filosofia pessoal que misturava a visão judaica e a Ciência Cristã, mas cresceu lendo o Novo Testamento. Ele chamou o evangelho de “uma estranha combinação” que deixou seu espírito aberto, mas até então ainda profundamente insatisfeito. Seu estilo de vida artístico o levou às drogas. Viajou ao Sul da Ásia atrás do misticismo e do “amor livre” que dominaram os anos 60 e 70. Depois de experimentar o que descreveu como uma “bad trip”(má viagem), ele abandonou o consumo de drogas e se tornou avesso à filosofia e a teologia de um modo geral. Green viria a afirmar, no entanto, que, no meio de seu ceticismo, ele sentiu que Deus “furou os calos do seu coração”, e ele se converteu ao protestantismo. Logo depois sua esposa Melody Green também se converteu.

Em 1975 o casal Green iniciou um programa de evangelização nos subúrbios de Los Angeles, Califórnia, em San Fernando Valley. Rapidamente sua pequena casa no subúrbio estava superlotada de prostitutas, tóxico-dependentes e sem-teto que recebiam, além do evangelho, atenção e cuidados. A comunidade de novos crentes foi crescendo rapidamente. Pessoas foram continuamente se posicionando para o batismo e definindo suas vidas para servir o Senhor. Logo tiveram que adquirir uma casa vizinha à sua própria e alugaram mais cinco no mesmo bairro, para grande consternação dos seus vizinhos. Durante seus concertos, muitas vezes ele exortava seus ouvintes a se arrependerem e a empenharem-se mais inteiramente a seguir Cristo.

Junto com outros onze, Keith Green faleceu em 28 de julho de 1982, quando o avião Cessna 414, alugado pelo ministério, caiu após decolar da pista privada localizada na sede da missão. O pequeno avião de dois motores estava transportando onze passageiros para um passeio aéreo pela região da propriedade. Green e dois de seus filhos, Josiah, de três anos de idade, e Bethany, com dois, estavam a bordo do avião, juntamente com os missionários visitantes John e Dede Smalley e os seus seis filhos. Em 27 de novembro de 2001, Keith Green foi introduzido no hall da fama da musica Gospel americana. Green não se via como um “artista” por profissão, e demonstrou um desapego material raro de se encontrar nos dias atuais. Ele não se isolava no palco nem transformava isso em meio de vida,ao contrário, arregaçava as mangas, saía dos holofotes e procurava sempre uma proximidade com sem público.

Origem: Wikipédia

Soli Deo Gloria