Contemplatividade

De acordo com a internet (!), a mesma foi criada em 1969 nos EUA. Chamada de Arpanet, tinha como função interligar laboratórios de pesquisa, assim nasceu o compartilhamento eletrônico de informações, que inicialmente só era transmitido algo próximo daquilo que conhecemos como e-mail. Naquele mesmo ano, auge da Guerra Fria foi que, segundo “dizem”, o homem pisou pela primeira vez na Lua. No mesmo ano aconteceu um conhecido festival musical estadunidense chamado Woodstock, considerado por muitos como o maior festival de rock de todos os tempos.

Daí você pergunta: o que o “bebê internet”, o homem na Lua e um festival de rock têm em comum? A minha resposta é que este período marcou o início de uma mudança significativa na forma como a sociedade transmite e absorve informações. A internet é uma ferramenta indiscutível neste ramo; a viagem espacial nos fez expectadores de tudo aquilo que se vê na TV; e o Woodstock foi considerado um grito de liberdade de uma geração sem voz. Até então jovens e adolescentes não tinham a menor abertura para opinar, pois alguém com até duas décadas de vida não tinha experiência e conhecimento suficiente para contribuir com suas ideias naquilo que era coisa de adulto. Só que os tempos mudaram hoje qualquer um faz juízo de tudo e de todos, independente da idade todos têm algum tipo de opinião e oportunidade de publicar pra quem quiser ler, ouvir e assistir.

A Bíblia diz em Tiago 4.17: Portanto, aquele que sabe que ele fazer o bem e não o faz nisso está pecando. Eu tenho uma apreciação especial por esse versículo! No contexto, a partir do versículo 13, a carta de Tiago que é muito prática, nos traz um confronto com respeito a falibilidade dos planos humanos diante do plano de Deus. E o versiculo que destaquei é simples e direto… Pecado é saber e não fazer o bem.

Meu questionamento é:

Se no passado, mesmo sem voz, muitos conseguiram realizar grandes feitos através de suas atitudes, porque hoje, ao conquistarmos voz (como nunca), não temos mais boas atitudes memoráveis?

Assim denomino de JUVENTUDE CONTEMPLATIVA, uma geração inteira que tem nas mãos o poder da comunicação e o usam muito bem (ou não), mas não demonstram força de vontade para concretizar seu belo discurso. Hoje muito se fala, mas quase nada é realizado! É possível encontrar opinião sobre tudo: política, religião, artes, esportes, saúde e tudo mais que você possa imaginar. Até mesmo é muito comum a crítica da crítica, que é o fato de discordar da discordância do outro.

Quero deixar claro que não sou contra críticas e opiniões. Mas tenho muita expectativa em ver mais atitude em vez de milhares de vozes que no fim não falam muita coisa. Fico imaginando Jesus com 12 anos “pregando” para doutores da Lei no templo (Lucas 2.42-47). Naquele tempo era um absurdo alguém tão jovem ser tão sábio, e o texto ainda diz que fora interrogado e suas respostas admiravam a todos. Só tem um detalhe mais que especial… Jesus colocou TUDO em prática!!!

E você, vai fazer o quê?

Pode criticar meu texto. Mas faça algo depois…

#RevoluciAME

Soli Amori Christi

Guerra Gospel

O cinema, que têm lucrado bastante com filmes de heróis, percebeu que o grande público curte a ideia de ver pancadaria entre os heróis. E não importa os motivos da briga, pois nesses filmes o fim justifica o meio, mesmo que não faça sentido!

O que se espera é que heróis sejam sempre bem intencionados. No filme da Marvel – Gerra Civil, existe uma razão que divide os heróis e os leva ao confronto. Isso tudo me levou a pensar sobre a guerra gospel que vivemos Brasil. Foi nos dado por Jesus poder para propagar a salvação e uma expressa ordem de ser irmãos, o que temos feito então? Igrejas, denominações, ministérios, bandas, pastores e ovelhas. Será que faz sentido lutar entre irmãos?

Por um lado essa “guerra” entre irmãos enfraquece a Missio Dei, pois a proposta de Deus para a humanidade é abrangente, e uma vez que gastamos tempo e energia lutando uns contra os outros, perdemos a oportunidade de fazer uma real diferença no mundo.

Só que é importante pensar que até mesmo a Palavra de Deus ensina que devemos combater certos movimentos religiosos que tentam confundir os cristãos. As falsas doutrinas e falsos mestres existiam nos tempos dos primeiros cristãos e estão espalhados por todo o mundo alcançando os nossos dias. Combatê-los (não somente ensino, mas também ensinadores) é sim uma tarefa nossa!

Veja a orientação de Paulo à igreja sobre falsos mestres e falso ensino em 2 Timóteo 2:14-18

Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.

Aqui a orientação de Paulo à Timóteo, um jovem pastor, é que ele esteja preparado, aprovado e capacitado pela Palavra de Deus para ensinar a Verdade afim de que seus ouvintes evitem debates inúteis.

Paulo chega a utilizar uma linguagem muito forte quando diz que “a linguagem deles corrói como câncer”. E se não bastasse denunciar a inutilidade desses debates, ele ainda cita os NOMES daqueles que se desviaram e que acabaram influenciando outros.

Assim é que deve ser nosso posicionamento diante daqueles que deturpam a mensagem enganando fiéis! Ao mesmo tempo devemos nos unir aos “domésticos na fé” e juntar nossas forças, pois o nosso propósito é um só – que mais vidas sejam alcançadas pela graça salvadora de Cristo Jesus!!!

Soli Amori Christi

Alegria compartilhada

No capítulo 3 de Filipenses, vimos Paulo usando o exemplo de sua própria vida para exortar à igreja e argumentando que seu curriculum aparentemente perfeito aos olhos dos religiosos de nada servia ao seguidor de Jesus Cristo, pois este deve estar sempre olhando a diante e seguindo os passos do único que é perfeito no proceder.

Vejamos o que esta carta ainda tem a nos ensinar sobre vida comunitária e alegria.

Filipenses 4:1-9

1 Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei, deste modo, firmes no Senhor. 2 Rogo a Evódia e rogo a Síntique pensem concordemente, no Senhor. 3 A ti, fiel companheiro de jugo, também peço que as auxilies, pois juntas se esforçaram comigo no evangelho, também com Clemente e com os demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no Livro da Vida. 4 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. 5 Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. 6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. 8 Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. 9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.

Esta primeira parte do final da carta de Paulo aos Filipenses é “um clamor à paz”! Ele traz essa proposta que é o âmago de uma vida feliz, de modo que o texto que acabamos de ver poderia se resumir em:

Paulo apela aos filipenses que vivam em paz e desta maneira alcançariam alegria!

  1. É alegre quem tem paz interpessoal

O versículo 1 deste capítulo já traz o teor de apelo, veja como Paulo elogia a igreja, chamando até de “fonte de sua alegria”, que logo segue do conselho: “Permanecei, firmes no Senhor”!

Os versículos que seguem (vs. 2-4) são apelos de paz a pessoas específicas e depois a todos. Veja que no verso 2 Paulo não “economiza” palavras e dirigi-se às pessoas em específico. Provavelmente havia muita divergência entre as duas alí…

Depois o versículo seguinte (vs.3), ele pede a este companheiro (?) que as auxilie por serem cooperadoras. Assim também com Clemente e todos cooperadores. Termina este apelo inicial com um clamor à alegria, assim como vimos no capítulo 3.1. A alegria deve ter estar no Senhor!

  1. É alegre quem tem paz intrapessoal

Agora o foco do apelo muda de direção. Dos versículos 5 a 7 Paulo dirige a palavra à questões individuais. Em primeiro lugar ele aponta para nosso testemunho. “… vossa moderação conhecida de todos os homens.” Aqueles crentes precisavam se preocupar em como eram vistos pelas pessoas, pois o Senhor perto está.

Os versículos 6 e 7 tratam de oração. É bastante interessante que para ter paz interna precisamos nos manter ligados a Deus num relacionamento constante. A Bíblia diz: “Orai sem cessar!” em 1 Tessalonicenses 5.17 e logo em seguida Paulo diz: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Dessa forma vejo que no relacionamento de Paulo com Deus, nas suas orações havia uma ênfase na gratidão. Assim acontece no versículo 6 de Filipenses 4 – ele orienta que não devemos andar ansiosos e que tudo deve ser colocado diante de Deus com orações e AÇÕES DE GRAÇA!

Consequentemente o verso 7 fala de uma paz indescritível. Essa paz é guardadora de nossos pensamentos e sentimentos em Cristo. Esta é a “fórmula” para que não venhamos a viver nos preocupando com as questões da vida.

  1. É alegre quem tem paz com Deus

Seguindo os próximos versículos (vs. 8,9) temos Paulo orientando qual percusso se deve caminhar para alcançar paz com Deus, para isso é preciso viver intensamente. Observe que a palavra TUDO antecede a lista de atribuições que devemos ser:

  • Verdadeiros
  • Respeitáveis
  • Justos
  • Puros
  • Amáveis
  • Boa fama

É isso que deve povoar nosso pensamento. De forma que é preciso seguir os passos de quem acerta esse alvo. Paulo encerra dizendo (vs.9): “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”. Se não nos sentimos em paz com Deus, é porque talvez nos falte alguns itens nesta lista!

Somente assim se tem paz em Deus! Para viver em paz é preciso que ela seja completa. Paz com os outros. Paz conosco. E paz com Deus.

E disse Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo.” (João 14.27a)

Soli Amori Christi

Salmos de Alegria {Parte 4}

Até aqui, na série Salmos de Alegria, refletimos exclusivamente em Salmos feitos por Davi. A partir do Salmo 107, temos o que chamamos de “Salmos de louvor”, a expressão salmo significa poema ou canção e vimos até aqui que nem todas essas canções foram desenvolvidas com o teor de louvor, pois são uma expressão do que Davi e os demais autores sentiam.

No Salmo que vamos ver agora, vamos perceber júbilo e ações de graça, pois fora criado por adoradores que dirigiam-se ao templo após o término do exílio, ou seja, aqui o povo se vê livre e canta feliz em direção ao templo.

Nós somos livres e estamos no templo, aliás, somos o templo! Mas porque muitos de nós não estamos felizes?

Veja o que está escrito no Salmo 118:

1 Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 2 Diga, pois, Israel: Sim, a sua misericórdia dura para sempre. 3 Diga, pois, a casa de Arão: Sim, a sua misericórdia dura para sempre. 4 Digam, pois, os que temem ao SENHOR: Sim, a sua misericórdia dura para sempre. 5 Em meio à tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga. 6 O SENHOR está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem? 7 O SENHOR está comigo entre os que me ajudam; por isso, verei cumprido o meu desejo nos que me odeiam. 8 Melhor é buscar refúgio no SENHOR do que confiar no homem. 9 Melhor é buscar refúgio no SENHOR do que confiar em príncipes. 10 Todas as nações me cercaram, mas em nome do SENHOR as destruí. 11 Cercaram-me, cercaram-me de todos os lados; mas em nome do SENHOR as destruí. 12 Como abelhas me cercaram, porém como fogo em espinhos foram queimadas; em nome do SENHOR as destruí. 13 Empurraram-me violentamente para me fazer cair, porém o SENHOR me amparou. 14 O SENHOR é a minha força e o meu cântico, porque ele me salvou. 15 Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas. 16 A destra do SENHOR se eleva, a destra do SENHOR faz proezas. 17 Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do SENHOR. 18 O SENHOR me castigou severamente, mas não me entregou à morte. 19 Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas e renderei graças ao SENHOR. 20 Esta é a porta do SENHOR; por ela entrarão os justos. 21 Render-te-ei graças porque me acudiste e foste a minha salvação. 22 A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; 23 isto procede do SENHOR e é maravilhoso aos nossos olhos. 24 Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele. 25 Oh! Salva-nos, SENHOR, nós te pedimos; oh! SENHOR, concede-nos prosperidade! 26 Bendito o que vem em nome do SENHOR. A vós outros da Casa do SENHOR, nós vos abençoamos. 27 O SENHOR é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até às pontas do altar. 28 Tu és o meu Deus, render-te-ei graças; tu és o meu Deus, quero exaltar-te. 29 Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.

O povo de Deus se alegra na certeza de que Sua misericórdia dura eternamente!

  1. Felicidade é louvar ao Senhor

Os versículos 1 e 29 são o “pão desse sanduíche de louvor”! Um chamado ao exercício da gratidão a Deus tão só e simplesmente pela sua bondade e misericórdia infinda. Ao todo este Salmo na tradução Almeida Revista e Atualizada contém 414 palavras, onde “Senhor” repete 28 vezes, além de “Deus” que repete 3 vezes nos últimos versículos.

Retornando aos 4 primeiros versículos, onde somos convidados a render graças a Deus. Primeiro o convite de reconhecimento é dado à nação escolhida (vs. 2), logo em seguida (vs. 3) o convite é feito à família de Arão, este que segundo Êxodo 28 e 29 fora consagrado sacerdote entre o povo de Deus que saíra do Egito e logo mais (Êxodo 32) atende à infidelidade do povo e constrói um bezerro de ouro, promovendo um culto pagão, então Moisés entra em cena e clama pela misericórdia do Senhor, que renova Sua aliança (Êxodo 34).

Já no versículo 4 do Salmo 118, são convidados ao reconhecimento da misericórdia do Senhor todos os que O temem, isto se estende a nós hoje!

  1. Felicidade é saber que Deus está conosco em todos os momentos

Agora o grande bloco de versículos que vai do 5 ao 21 é onde o povo de Deus admite o socorro do Senhor em dias de angústia, onde é preciso confiar nos livramentos de Deus (vs. 5-13). Interessante é o contraste que podemos observar nos versículos 8 e 9 em que declaram que o refúgio no Senhor é melhor que confiar em homens e consequentemente em príncipes. A grande e triste verdade dos dias atuais é que a maioria dos homens buscam refúgio em diversos lugares e ainda esperam que a solução para as questões da vida venham de homens. Talvez esse seja parte dos motivos de tantas doenças ligadas à alma…

Os versos 14 a 21 trazem com propriedade a experiencia de um povo que viveu atos de livramento de Deus. É curioso o entendimento aqui de soberania de Deus, onde no versículo 18, o Salmo declara a expressão “castigo de Deus”, em que o povo reconhece que tudo o quanto passara foi um processo pedagógico em consequência de seus atos diante de Deus.

  1. Felicidade é ter certeza da salvação

Esses versículos finais deste Salmo são ocnsiderados de extremo valor ao Novo Testamento. Esse conteúdo messiânico (vs. 22,23) que o próprio Jesus Cristo citou em Mateus 21.42: Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos? Esta expressão – Pedra angular ou de esquina se repete em outros momentos do NT (Atos 4.11; Efésios 2.20; 1 Pedro 2.7).

Já os versículos 25 e 26 traz esta expressão proclamada pela multidão em Mateus 21.9: E as multidões, tanto as que precediam, como as que o seguiam, clamavam: Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas. Hosana significa: SALVA  AGORA!

Os versos finais (vs. 27-29) apontam para uma festa de adoração, ações de graças e exaltação ao Senhor!

E, encerro sem esquecer um versículo que aparentemente ficou para traz… é o versículo 24, que diz:

Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nEle!

Soli Amori Christi

Gratidão e fé!

Filipenses 1:1-6

​1 Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos, 2 graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3 Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, 4 fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, 5 pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. 6 Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

Paulo saúda os crentes em Filipos compartilhando sua gratidão e a base de sua fé!

  1. Saudações iniciais

Esta carta de Paulo foi escrita de sua primeira prisão, onde o jovem Timóteo havia sido enviado pela igreja ao cuidado do prisioneiro. No primeiro versículo, Paulo traz a descrição dos destinatários da carta que são “todos os santos em Cristo Jesus e seus líderes moradores de Filipos”. Traz logo em seguida uma comum saudação cristã do primeiro século: “graça e paz a vós outros da parte de Deus, nosso pai e de Jesus Cristo”. Veja que nestes dois versículos iniciais ele não poupa de repetir o nome de Jesus, falando três vezes!

  1. Gratidão aos cooperadores

Paulo traz o primeiro conteúdo de sua carta, que abre com palavras de gratidão à igreja pela sua cooperação. É interessante a afirmativa de que Paulo orava à esta igreja com alegria, pois era um povo participativo. A gratidão é um fator preponderante da comunidade cristã. A Bíblia ensina desde o AT que devemos ser gratos e que a ingratidão desagrada a Deus. Desde a criação os primeiros habitantes da terra não estavam satisfeitos em ter como alimento permitido todos os frutos do jardim e foram provar justamente o fruto proibido. Jesus chama a atenção a respeito de ingratidão, veja:

Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou (Lucas 17.14-19).

  1. Convicção e fé

No versículo 6, Paulo traz uma ênfase contida em suas orações. Que é a certeza de que Deus continuamente age na vida daqueles a qual Ele começou a obra. Tanto é importante o entendimento de “quem” começou esta obra, como a certeza de que Ele vai completá-la.

Todos nós devemos ser gratos a Deus por tudo quanto Ele realiza em nossas vidas, apesar dos pesares. É preciso também reconhecer os atos benéficos que as pessoas realizam em nossas vidas, que é um dever do cristão!

E devemos estar convictos de que é Deus quem está realizando uma obra em nossas vidas – Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus (2 Co 5.1).

E que este mesmo Deus haverá de completar está obra até o retorno de Cristo Jesus – edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito (Ef 2.20-22).

Soli Amori Christi

Milagres do dia-a-dia

Quem já me ouviu orando algumas vezes, provavelmente foi testemunha das seguintes palavras: “Senhor, obrigado pelas coisas que tens feito em minha vida e eu nem sei”. Mas como assim? Será possível recebermos alguma benção de Deus ou mesmo um milagre e não ter conhecimento de tal? Sim em Êxodo 2.1-10, temos a conhecida história de um bebê recém-nascido que escapou da morte ao ser deixado numa cesta ao longo do rio, que fora encontrado recebendo todos os cuidados e ainda criado por sua mãe. Este bebê foi Moisés, que ainda no início da vida foi alvo de atos milagrosos de Deus sem ao menos saber o que passara.

É possível que muito do agir de Deus passe despercebido por nós, porém NADA se passa fora do conhecimento de nosso Senhor: Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e vêem todos os seus passos. (Jó 34:21)

Veja o texto a seguir, que narra um milagre espetacular do Senhor Jesus ao alimentar uma multidão!

Mateus 14:13-21

13 Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra. 14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. 15 Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. 16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. 17 Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18 Então, ele disse: Trazei-mos. 19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. 20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus alimenta uma multidão e mostra aos discípulos que é preciso crer em Sua provisão

  1. A multidão vai à direção do Mestre

Nos versículos 13 e 14 o texto narra que Jesus vai para um lugar deserto ao tomar conhecimento de que João Batista estava morto (Mt. 14.12), só que a notícia chega ao povo que viera de várias cidades ao seu encontro. O interessante aqui é que diferente da proposta de ficar só, o Filho de Deus é solicitado e apesar dos pesares, está pronto a atender o povo levando cura.

  1. Os discípulos passam por uma prova de fé

As horas vão passando, a fome vai apertando e os discípulos abordam Jesus para que despedisse o povo para um “coffee break”, só que conforme o versículo 16, Jesus nega esse pedido dos discípulos e manda que eles dessem alimento ao povo. Os discípulos só conseguiram alimento para, no máximo, alimentar uma família.

  • Jesus multiplica o alimento e todos se fartam

A partir do versículo 19 temos Jesus aquietando a multidão e realizando este impressionante milagre, alimentando cerca de 20 mil pessoas com cinco pães e dois peixes. Interessante que o texto bíblico diz que a multidão ficou farta de comida e ainda sobrou!

O que para muitos da missão integral é um absurdo, aqui é tratado como bênção! Pessoas fartas e sobra de alimento, foi o resultado do milagre de Jesus. Os discípulos são provados ao exercício de sua fé, que eles já haviam presenciado muitos milagres e agora apenas atentam a uma necessidade básica – comer – e sequer consideram um milagre naquele momento.

Este texto nos mostra que Jesus, além de curas, também está para nos abençoar nas coisas do dia-a-dia. Você ainda tem, ou perdeu o costume de agradecer antes de cada refeição? Na correria do dia-a-dia, ao chegarmos cansados em casa, ainda nos lembramos de agradecer?

Agradeça mesmo sem contabilizar os milagres!!!

{Biblifique-se}

Soli Amori Christi

Fé dependente

O que seria uma fé dependente? É alguma crença a qual o indivíduo necessita de alguma prova para confiar. Mas se a Palavra diz que […] “a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. ” (Hebreus 11:1). Como então alguém precisa depender de algum tipo de comprovação para crer em Deus?

Pois é, muitos, nos tempos de Jesus esperavam pelos sinais para atestar a veracidade de quem eles precisavam acreditar. Leva-se em consideração à distância em que se anunciava o messias – cerca de 400 anos – e também feiticeiros e charlatões que costumavam arrancar dinheiro das pessoas aproveitando-se da fé ingênua destes.

Assim vejo que os milagres de Jesus além de abençoar vidas, também são um poderoso processo pedagógico à fé das pessoas. O evangelista João é o único escritor de evangelho que deixa claro o alvo deste gênero literário bíblico. Está lá em João 20.30,31, que diz: Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome.

Agora vejamos este milagre narrado em João 4:46-53:

46 Mais uma vez, ele visitou Caná da Galiléia, onde tinha transformado água em vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum. 47 Quando ele ouviu falar que Jesus tinha chegado à Galiléia, vindo da Judéia, procurou-o e suplicou-lhe que fosse curar seu filho, que estava à beira da morte. 48 Disse-lhe Jesus: “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão”. 49 O oficial do rei disse: “Senhor, vem, antes que o meu filho morra”. 50 Jesus respondeu: “Pode ir. O seu filho continuará vivo”. O homem confiou na palavra de Jesus e partiu. 51 Estando ele ainda a caminho, seus servos vieram ao seu encontro com notícias de que o menino estava vivo. 52 Quando perguntou a que horas o seu filho tinha melhorado, eles lhe disseram: “A febre o deixou ontem, à uma hora da tarde”. 53 Então o pai percebeu que aquela fora exatamente a hora em que Jesus lhe dissera: “O seu filho continuará vivo”. Assim, creram ele e todos os de sua casa.

A cura do filho do oficial demonstra o poder de Cristo e destaca que a fé dos galileus era dependente de milagres. (Carlos Osvaldo Pinto)

  1. Fé pela necessidade

Nos dois versículos (46 e 47) somos apresentados ao contexto de que Jesus retornara a Caná, onde já havia realizado milagre. Desta feita este oficial ouvindo falar desta nova visita de Jesus à sua cidade vai em busca de Jesus. Algumas considerações:

  • O oficial está em busca de Jesus, ou do milagre de Jesus?
  • A situação fez de um homem de status elevado (oficial do rei) passar a suplicar, pedindo um favor à Jesus.
  1. Fé pelos sinais

Agora no versículo 48, Jesus fala com uma certa dureza a afirmação de que este povo (inclusive o oficial) não tinha condições de crer sem ver os sinais. A fé deles era dependente de provas. Era preciso ver para crer! Porém, o oficial insistiu em seu objetivo, sua necessidade e Jesus, no versículo 50, o despede com uma palavra de cura: “Pode ir. O seu filho continuará vivo. ” O texto segue dizendo que o oficial saiu confiante na palavra de cura ministrada por Jesus.

  1. Fé no poder de Deus

A partir do versículo 51 o texto narra que o oficial retornando para sua casa, ainda no caminho é abordado por seus servos que trazem a notícia que ele tanto gostaria de ouvir: seu filho estava bem e perguntando qual horário isto ocorrera, percebeu que foi exatamente no momento em que Jesus lhe atendeu com palavras de cura.

Por fim, este milagre levou a todos de sua casa a crer no poder de Deus.

Que nossa fé seja independente de sinais e caso eles aconteçam é para que TODOS venham a crer.

Soli Amori Christi