Figurinhas e Copa do Mundo

Não sou um grande fã de futebol. Normalmente são as pessoas que me atualizam sobre os resultados e colocações do meu time favorito, pois não tenho muita paciência de ficar assistindo aos jogos. Porém no período da copa do mundo de futebol, as coisas mudam e a maioria dos brasileiros tornam-se torcedores.

O que me chamou atenção nesta edição do mundial foram os colecionadores de figurinhas do álbum da copa. Já vi vários comentários negativos a respeito da relação de pais e filhos com essa moda, só que também tenho percebido algo positivo em tudo isso.

Conheço alguns pais que estão ajudando seus filhos e acompanhando suas coleções. Ao vê-los em uma área do shopping dedicado a trocas de figurinhas, fiquei muito feliz. O shopping é um local onde muitos pais só levam os filhos para comprar roupas, brinquedos e cinema. Normalmente o foco não é passear, nem estreitar a relação pai/mãe e filho, mas simplesmente pelo consumo de algo e logo após vão para casa.

Agora vejo pais e filhos indo aos locais para encontrar outros pais e filhos, e lá passar um tempo aprendendo que se deve criar relacionamentos para atingir metas, e que não é apenas uma troca de adesivos com fotos de homens e seus nomes estranhos. É uma troca de experiências familiares.

Outra coisa que me chama atenção é o fato de vivemos num mundo virtualizado onde se consegue fazer quase tudo pelas telas de nossos aparelhos. E justamente algo tão antigo, fazer coleção de figuras de papel, traz de volta as relações de pessoas com pessoas reais e pessoas com objetos reais (álbuns e figurinhas).

No fim, creio que tudo isso é um grito silencioso de famílias que precisam de motivação para viver momentos simples de relacionamento. E que precisamos ter algo real em nossas mãos, ainda que seja algo perecível como o papel.

Jesus sempre insistiu com seus seguidores de que o mundo virtual (religião) não é mais importante que o mundo real (pessoas/relacionamentos). Então vivamos no mundo real o que realmente importa!

Igreja e futebol

No Brasil nunca se falou tanto de futebol. Tudo é a chamada “paixão pelo futebol”. Propaganda de cerveja – futebol, propaganda de fastfood – futebol, propaganda de curso de inglês – futebol, até propaganda enganosa do governo é futebol! Pois é, um país de miséria maquiada, educação mal sucedida, transportes públicos defasados e saúde… que saúde?! Este é o que dizem por aí – o país do futebol.

Pensando nisto (com toda essa propaganda, como não pensar?), é que comecei a refletir como a igreja se comporta, em muitos casos, como um jogo de futebol. Então vamos lá…

Na igreja nós temos o técnico (líder/pastor) que orienta sua equipe (membros) para entrarem bem em campo (mundo/sistema). Também estão juntos os auxiliares técnicos (diáconos/co-pastores) que estão lá para ajudar – o que as vezes dá certo. Mas no fundo TODO mundo quer ser técnico e cada um já tem sua opinião formada em como deve-se reger o time dos crentes!

Entrando em campo nós temos nas igrejas “jogadores” que entram só para defender, uns até com mãos e pés, outros defendem até de maneira violenta, e alguns “marcam em cima” pessoa a pessoa. Temos outros pelas laterais que vão armando o “jogo” e os atacantes que carregam sempre consigo a responsabilidade de um bom resultado. No meio de tudo isso tem outras posições que eu chamo aqui de articuladores, as igrejas têm desses também.

Mas não é só o jogador que está em campo, pois têm também juízes que apitam quando consideram alguma falta, tentam organizar a coisa toda e erram também. Junto aos juízes estão os bandeirinhas que alertam o que o juiz não vê, inclusive o impedimento do ataque de de alguns crentes, opa quer dizer, jogadores!

E quase esqueci dos torcedores, tão importantes no jogo. Da mesma maneira nas igrejas… Uns torcem a favor, outros torcem contra e ainda sobra espaço para aqueles que nem se definem.

E por que não falar da bola, aquilo pela qual os jogadores correm tanto e se esforçam para ter o controle até chegar ao tão esperado gol? A bola eu chamo de fé. Muitos querem dominar, outros querem apenas “mandar pra frente”, outros tem bastante habilidade de manipular e a modernidade têm desenvolvido cada vez mais leves e velozes.

No futebol eu não consigo encontrar um comparativo com Jesus Cristo – o autor da nossa fé! Pois quando um time ganha, a vitória é dedicada aos jogadores, outrora ao goleiro que salvou na ultima hora, ao juiz que marcou ou desmarcou algo, e até ao técnico por ser um bom estrategista.

Na igreja a vitória não pertence ao esforço ou erro humano, a vitória é de Cristo! O país do futebol é também o país com um duvidoso crescente número de crentes. Será que estamos “jogando” pelos motivos certos? E quem está ganhando com tudo isso?

Soli Deo Gloria

A Copa é de quem?

Estou me segurando para não ficar só falando da situação a qual envolve política e futebol em nosso país, só que é impossível não ficar indignado com a forte tendência que o brasileiro tem a uma apatia política, cegueira e esquecimento de tudo aquilo que é dever e não é executado por nossos “representantes” e todo o dinheiro roubado dos cofres públicos ao ficarmos ligados no mundial que se aproxima.

Quero deixar claro que não sou um sujeito anti-política, pois a política é altamente necessária para um desenvolvimento social no mínimo equilibrado. Também não sou anti-futebol ou anti-copa do mundo, de jeito nenhum! Apesar que o futebol de um modo geral tem deixado sérias dúvidas quanto à real razão do esporte, afinal, será que ainda existe “amor à camisa” e luta por títulos? Ou tudo não passa de manipulação onde o dinheiro é quem manda!

Em relação ao torneio mundial de futebol este ano Brasil, a questão é… A copa é de quem?

Se a copa é do povo – onde estão os benefícios para o povo? Já pensamos no legado que essa copa vai deixar, ou quem está lucrando com tudo isso? Será que o povo brasileiro vai receber uma boa fatia dos investimentos, ou pelo menos dos lucros que serviriam para o desenvolvimento da saúde, educação e segurança?

Se a copa é das seleções – vale a pena torcer por elas? Com certeza você já ouviu a expressão aos perdedores que diz: O que importa é participar! Será que é este o pensamento das seleções de países em crise econômica ao participar do mundial? O que os jogadores dos países sem tradição futebolística vão fazer após o mundial? Acho que voltarão aos seus empregos, recebendo talvez salários mínimos enquanto outros voltarão para seus clubes recebendo milhões por ano. Onde está o “espírito esportivo”?

Se a copa é do mundo – o que o mundo ganha com tudo isso? Você sabia que a bola oficial da copa do mundo que custa no site da adidas R$ 399,90 é feita por pessoas que recebem salários a partir de R$ 200,00 p/ mês? Essa é a copa de TODOS (sabe nada, inocente!!!). O “mundo” que ganha com toda essa copa é o mundo da coca-cola, o mundo da companhias aéreas, o mundo da indústria cervejeira, o mundo dos canais de televisão, o mundo das empreiteiras que superfaturaram todas as obras (muitas delas estão em nome de parentes de políticos), o mundo da prostituição – inclusive infantil, o mundo dos interesses políticos, e a lista não para por aqui… Bem, se você faz parte de algum desses “mundos” beneficiados com a copa, então COMEMORE!

NASCI NO BRASIL E VOU TORCER SIM PELO PAÍS!

Vou torcer para que as famílias dos operários que morreram nas obras dos estádios sejam indenizadas de forma justa!

Vou torcer para que as instituições missionárias façam bons programas evangelísticos e muitas vidas encontrem salvação!

Vou torcer pelos pobres que tiveram suas casas desapropriadas por conta das obras dos estádios encontrem um lugar para viver!

Vou torcer para que as autoridades impeçam o turismo sexual!

Vou torcer pelas crianças carentes que permanecerão carentes com o mundial!

Vou torcer pela segurança dos torcedores brasileiros e estrangeiros!

Vou torcer para que o nosso povo consiga enxergar os interesses por trás da bola!

E ainda vou torcer por um Brasil e Argentina na final com vitória do Brasil!!!

#Repense #Reflita & #RevoluciAME