Vingadores: Guerra de Liderança

Esse filme Vingadores: guerra infinita realmente mexeu comigo. Seja em produção cinematográfica, seja numa história corajosa, a Marvel está acertando muito em seus filmes.

Já escrevi um texto falando sobre a ideia de sacrifício tão presente neste filme, porém algo me chamou atenção na dinâmica de relacionamentos dos heróis. Juntar tantos heróis de diferentes culturas foi um grande desafio, porém toda boa equipe precisa de um líder, imagina então, juntar uma equipe onde há vários líderes. Agora imagina que alguns desses líderes não são verdadeiramente líderes, principalmente numa perspectiva bíblica.

Você já ouviu a expressão: é muito cacique para pouco índio?

Foi exatamente isso que aconteceu no filme. Que além dos caciques ainda tinham alguns índios que decidiram agir por conta própria, o que nos traz lições de como NÃO devemos agir! Foram pelo 7 personagens que tiveram atitudes que denominarei de síndrome de cacique. São eles: Homem de ferro, Dr. Estranho, Thor, Sr. Das Estrelas, Rocket, Gamorra e Homem-aranha.

Agora vejamos o que a bíblia diz sobre o verdadeiro sentido de liderança…

E chegaram a Cafarnaum. Em casa, perguntou-lhes: O que discutíeis no caminho? Mas eles se calaram, pois haviam discutido pelo caminho qual deles era o maior. Então, sentando-se, chamou os Doze e lhes disse: Se alguém quiser ser o primeiro, será o último e o servo de todos.

Este texto em Marcos 9.33-35, narra que alguns discípulos de Jesus estavam desenvolvendo essa síndrome de cacique. Interessante é que esses homens já estavam convivendo com Jesus e desfrutando do maior exemplo de liderança que pisou nesta terra.

Tanto no filme quanto na Bíblia, as atitudes que nos faz deixar uma natureza de servo para ser um chefe, vêm recheada de arrogância, egoísmo e prepotência. Tudo isso é contrário à proposta exemplar de Jesus Cristo, Ele disse que aqueles que querem ser seus seguidores devem negar a si mesmo, tomar a cruz, para assim, segui-lo.

O verdadeiro líder servo, tal como Jesus, é aquele que considera-se último, ou seja, é o “não-privilégios”, é pensar nos outros antes de mim, é correr para ficar no último lugar da fila.

Nesses três anos como pastor em tempo integral, tenho aprendido muito, principalmente com a equipe de liderança ministerial que Deus nos têm presenteado. Nela temos desenvolvido a máxima: transforme suas preocupações em cuidado. Onde cada jovem, ao identificar uma área carente ou débil, ele se torna a pessoa mais indicada para orar, se levantar e cuidar daquela área. Assim, temos desenvolvido um modelo estrutural de equipe resolutiva com mais disposição a ajudar.

O contrário do líder servo são pessoas que apenas reclamam e dão ideias para que os outros resolvam. Pessoas assim vivem frustradas, por não verem suas solicitações atendidas e procuram sempre estar numa posição confortável distante de problemas e sempre culpam os outros quando as coisas não dão certo.

Fico sempre pensando o quanto ser um líder servo é desafiador, pois somos “treinados” a ser mais, a mandar em alguém. Fico imaginando como aqueles discípulos vacilaram ao discutir sobre a forma errada de ser o maior, quando tinham diante deles o maior líder do universo. Mas também me preocupo quando tenho o exemplo em mãos e ainda vacilo quando tenho atitudes não servis.

Minha oração é por pessoas sempre dispostas a serem os últimos e gente que é resposta de Deus para resolver os problemas à sua volta.

Soli Amori Crhristi

Vingadores: Guerra e Sacrifício

Após assistir a recente estréia dos filmes da Marvel Studios intitulado Vingadores: Guerra infinita, eu fiquei impactado com o formato de filme ou “meio filme” que este universo cinematográfico desenvolveu.

É o primeiro filme desta natureza que a historia gira em torno do vilão e não especialmente nos heróis. E para não dar spoilers eu vou direto à aplicação de algo que mais me chamou atenção no filme… a ideia de sacrifício!

Pois é. Sacrifício é algo que está tão presente no cristianismo, é abordado em diferentes perspectivas no longa metragem, seja por boa razão ou não.

Na Bíblia há um primeiro sacrifício realizado pelo próprio Deus em animais, para que a nudez de Adão e Eva fosse coberta. Isso se deu como necessário após a desobediência a Deus em que o casal provou do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Árvore essa que Deus havia proibido o acesso no seu jardim.

Desde então, o homem desobediente aprendeu a realizar sacrifícios para “cobrir” seus pecados, até que vem o grande sacrifício realizado por Cristo Jesus, ao se entregar e morrer para que tivéssemos vida (João 3.16).

Mas não creio que o grande sacrifício simplesmente sessou a necessidade de sacrifícios em nossas vidas. Calma! O sacrifício de Jesus é completo e único em seu propósito, porém todo bom e verdadeiro cristão sabe que para exercer sua fé, é preciso sacrificar muitas situações na vida, inclusive o próprio EU.

No filme temos o sacrifício heróico e o sacrifício insano e quando penso em aplicar na vida cristã, vejo que não cabe nem um desses dois sacrifícios. Na vida cristã temos pelo menos dois outros sacrifícios:

1. Gratidão – não há algo que façamos que possa pagar o preço de Jesus na cruz. Desse modo, qualquer sacrifício meu por amor ao Evangelho é pouco, porém como sou eternamente grato a Deus, devo viver em eterna gratidão;

2. Obediência – Jesus Cristo nos deixou uma missão e ela vem sendo cumprida pelos discípulos e seguidores de Jesus, independente das consequências e na maioria dos casos há muito sacrifício para seguir e servir a Deus.

Sei que não estamos num filme.

A vida real é cheia de guerras e sacrifícios.

Minha oração é que estejamos do lado certo da guerra e sacrificando aquilo que realmente importa para nossa vida com Deus!

Soli Amori Christi