Marketing Gospel

Ontem um amigo pastor mostrou-me sua bíblia com a seguinte descrição em letras douradas na capa: Bíblia Sagrada – Edição Sobrenatural de Deus. Eu olhei pra ele e disse ter ficado triste pelo fato da minha bíblia não ser sobrenatural!? Aí ele abre e mostra que trata-se apenas de uma tradução NVI com letras grandes e nada mais.

Lembro da última vez em que fui a uma loja de artigo evangélicos e vi uma infinidade de modelos de bíblia – do pregador, do obreiro, do missionário, da mulher que ora, pentecostal, devocional, do homem, do jovem, do adolescente, da criança, do bebê, etc. Com capas de couro, de plástico, de papel-cartão, com efeitos holográficos, com cores fluorescentes e até à prova d’água!

Reconheço o esforço que fazem para tornar o livro Sagrado um livro acessível para todos. Mas será mesmo que o motivo das empresas é que as pessoas LEIAM a Bíblia, ou tudo não passa de um mercado baseado na fé? Se até para entrar em um suposto templo de Salomão já se cobrou uma taxa administrativa, nada mais me surpreende.

As indulgências dos evangélicos estão por aí. Sejam nos cachês de valores exorbitantes dos grupos “gospeis” às campanhas em que muitos ofertantes deixam todo o salário do mês numa fogueira cenográfica.

Será mesmo este o destino dos evangélicos? Ser fadados a um mercado?

Música gospel, filme gospel, boate gospel, balada gospel, canal de TV ou rádio gospel, loja gospel, roupas gospel… e a lista não para por aqui.

Em meio a todo esse marketing, sinto falta de algo…

“Pessoas Gospel”.

Soli Deo Gloria