Falando de amor – Philos

Philos é o amor entre irmãos, amor relacional. Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e o adjetivo “amável” são usados muitas vezes. Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus quando este lhe perguntou, “Simão, filho de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16).

Quando o Senhor revelou os mandamentos a Moisés, em Êxodo 20 a partir do versículo 1, os quatro primeiros estão totalmente ligados à Deus. Os mandamentos seguintes estão intrisecamente ligados ao relacionamento “uns aos outros”: Êxodo 20:12-17

12 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.13 Não matarás.14 Não adulterarás.15 Não furtarás.16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.17 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

Então, quando Jesus diz em Mateus 22.37-39, que devemos amar a Deus acima de todas as coisas e que o próximo seja amado conforme nos amamos Ele está “resumindo” mesmo os mandamentos.

Durante a ceia, após a retirada de Judas Iscariotes, Jesus continua ensinando os 11 discípulos e em João 15.10-13, está escrito:

10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.11 Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.12 O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.13 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.

Guardar os mandamentos é viver em amor que se reflete em nossas amizades!

  1. Amar é viver completo (10 e 11)

Conforme o versículo 10, para estar ligados ao amor de Cristo é preciso viver conforme Sua vontade vivendo como Ele viveu.

No verso 11 Jesus completa dizendo que somente assim nossa vida teria completude, ou seja, somente amando é que nossa vida tem sentido!

  1. Amizades verdadeiras são revelação do amor de Jesus (12 e 13)

No versículo 12 Jesus pede uma coisa muito difícil, que é amar como Ele amou! (Não seria mais fácil cumprir com os dez mandamentos?) Pois até este momento Jesus estava revelando aos seus discípulos um amor Philos. Só que a consequência desse a amor é tornar-se Ágape na cruz.

Conforme o versículo 13 diz: que o maior amor é dar a vida em favor do amigo.

Resumindo: toda forma de amor, se é o verdadeiro amor de Deus, resultará no amor de entrega, o amor ágape.

Soli Amori Christi

Brincando com a Verdade

Primeiro de Abril é conhecido como o dia da mentira. Mentir, para muitos pode até ser normal, só não pode ser uma prática de qualquer pessoa que se considera cristão!

Muitos vão considerar esse argumento um tanto radical, pois quando mentem é só por brincadeira, para rir. Uma mentirinha. O interessante é que a Palavra de Deus é completa e fala sobre esse tipo de mentirinha também. Veja:

Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. (Provérbios 26.18-19)

Que pancada hein?! Essa é a Sagrada Escritura, também conhecida como A VERDADE. Lembra daquela célebre cena em que uma testemunha coloca a mão sobre uma Bíblia e com a outra levantada jura que só falará a verdade no tribunal?

Se a Bíblia é a Verdade, ela mesma afirma que conhecendo a Verdade, ela nos libertará. Então se eu estou conhecendo a Verdade e ainda pratico mentiras, mesmo que brincando, eu não estou livre! A mentira prende e escraviza pessoas. Pode constatar: toda pessoa que está viciada em algo, como drogas, pornografia, jogos ou traição, são ao mesmo tempo escravas da mentira.

O que me chama atenção também é ver crentes que fazem alguma coisa que para eles é algo normal, porém outros crentes consideram pecado. Assim, para não “escandalizar” (evangeliquês) esses crentes e ser julgados por eles, usa-se de mentira. Tem algo muito errado aqui!!!

É possível ser divertido e descolado sem ser mentiroso! Mas não é possível ser divertido, descolado, mentiroso e cristão ao mesmo tempo. Faço minhas as palavras de João:

Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade. (1 João 2.21)

Soli Amori Christi

De volta para o futuro

É muito humano a ânsia de conhecer o porvir! Nós somos constantemente invadidos pelo desejo de conhecer o futuro. As tentativas de previsão são sempre tentativas, nunca algo perfeito, tentamos de todo jeito saber o amanhã, e assim, a humanidade vive sofrendo por antecipação ou debaixo de frustrações. A Palavra de Deus, por vezes fala do amanhã, vejamos aqui…

Tiago 4:13-17

13 Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. 14 Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. 15 Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. 16 Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. 17 Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.

Até podemos ser bons em planejar e tentar antever nos preparando para algo. Mas o que esse texto de Tiago apresenta, é que o nosso defeito está em não nos assegurar em Deus ao que o amanhã trará.

Nossa vida pertence àquele que é o autor da vida. Sendo assim, é a Ele que devo todo o meu futuro, de forma que viver na pretensão de que conhecemos o nosso futuro é, conforme o texto, maligno!

E por fim, o versículo 17 tem uma simples e confrontante afirmação!

“[…] aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” Portanto se você tem conhecimento a respeito da vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita, e não a pratica, está em pecado!

Que nossos dias “até o futuro” sejam por mais de Deus e menos de nós!

Soli Amori Christi

“Por inteiro”

Como seria sentir-se pela metade? Ou como nos sentimos quando algo muito importante nos falta? “Por inteiro” é uma expressão que traz uma proposta de completude, totalidade e viver assim, para muitas pessoas é algo inalcançável! Vivemos em tempos onde é nos apresentado uma ideia de que para ser feliz é preciso ter tudo aquilo que o dinheiro pode comprar e neste constante crescimento de redes sociais, as pessoas se vêem quase que obrigadas a transmitir quem elas exatamente não são. O que se vê, então, são publicações da caricatura de si onde tenta-se transmitir a informação de que a vida é perfeita.

Na Palavra de Deus e especialmente nos tempos em que Jesus caminhou sobre a terra nao haviam redes sociais virtuais, mas sim gente que convivia com gente! E no meio das camadas sociais haviam pessoas insatisfeitas, incompletas e com certeza uma rede social que sentia-se assim eram os religiosos. Vejamos este dialogo em Lucas 10.25-29:

25 E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 26 Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? 27 A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 28 Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?

A busca pela vida eterna leva um homem religioso a receber de Jesus o guia para viver por inteiro.

  1. A busca pela eternidade

Este homem do versículo 25 não tem nome. O que nos cabe saber dele é que conhecia a Lei, era um religioso, e como qualquer religioso dos nossos dias, é o tipo de pessoa mais preparado para burlar a fé. A narrativa diz que o intuito deste homem era colocar Jesus à prova e desta maneira ele interroga o Mestre.

A resposta interrogativa de Jesus leva o religioso a experimentar em palavras o cerne da Lei, pois era comum que um interprete da Lei fosse alguém bom com as palavras e ruim com a pratica e ninguém é feliz assim, ninguém é completo assim…

  1. A lei do amor (por inteiro)

A resposta do religioso no versículo 27 está cheia de conhecimento, só que provavelmente vazia de sentido. Aquele homem conhecia a vontade de Deus, mas infelizmente a Verdade Eterna não “saltava” do texto para seu interior. Há um cenário parecido em que Jesus é interrogado a respeito dos mandamentos, vejamos:

28 Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? 29 Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! 30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. 31 O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. (Marcos 12.28-31)

Estar, ou melhor, viver por inteiro é compreender e praticar todo o real sentido deste amor, um amor sem fronteiras, sem amarras. Um amor único e supremo ao nosso Deus e um amor multidirecionado que parte de nós para nós e de nós para todos à nossa volta!

  1. A falta desse amor (pela metade)

Uma das maravilhas da Revelação é nela conter bons e maus exemplos. Aqui chegamos ao versículo 28, onde Jesus diz que a prática destes dois mandamentos traz vida. Logo o versículo que segue apresenta a incapacidade que o religioso tem em enxergar o próximo.

Neste capitulo do Evangelho de Lucas, após este texto, Jesus traz a conhecida parábola do samaritano que fora assaltado e largado pela estrada. Esta parábola representa um mundo em que as redes sociais nos afasta do “próximo”. Não nos sentimos completos por que não amamos ao nosso Deus com toda nossa força e nem com todo o nosso entendimento e consequentemente nos sentimos incompletos por que sequer conhecemos o próximo, como então amá-lo?

Ame Deus por inteiro e distribua este amor em sua rede social real! Assim, a vida será completa!

Soli Deo Gloria

Falta Cristo

Ao assistir uma entrevista com o Pr. Wilson Porte fui confrontado com a ideia de que muitos evangélicos hoje têm dificuldade de evangelizar pelo fato de que pouco se conhece o protagonista do evangelho, ou o próprio Evangelho – Jesus Cristo.

Comecei então a refletir sobre as áreas que tangem a igreja evangélica brasileira e se realmente esta afirmação do pastor tem algum fundamento. Vejamos algumas dessas áreas:

Reflexão Bíblica

Não é preciso ser teólogo para perceber que em muitos redutos evangelicais as pregações não contam com uma real explanação a respeito de Cristo. O que me refiro não é apenas usar exemplos ou palavras tipo: “disse Jesus”. Está faltando o ensino a respeito da pessoa de Cristo, suas obras, mensagens e exortações. Se perguntarmos a qualquer pregador cristão se ele prega de maneira cristocêntrica, 99% responderá que sim. A questão é… será que este discurso está presente nos púlpitos?

Estudos Bíblicos

Muitas igrejas ainda hoje mantém a estrutura de Escola Bíblica Dominical, outras, no entanto utilizam outros métodos e dias para o ensino cristão. Aqui a pergunta é: nossos estudos eclesiásticos têm Jesus como início, meio e fim? Ou será que estamos estudando métodos, passos e fazendo campanhas? Por um lado temos essa forte influência da igreja norte americana que produz “cartilha” para tudo e nos tornamos extremamente metódicos e burocratas. Por outro lado temos igrejas sem métodos algum, que vive na improvisação do ensino onde o foco é a experiência pessoal e a manifestação de algum espírito.

Música, teatro e dança

Não é nenhuma novidade que o mercado gospel musical têm em seu foco o lucro em detrimento à real adoração! Aqui pergunto: e na igreja, temos cantado Cristo? Contamos em canção o que a palavra diz? A verdade é que a maioria nem sabe se a letra da música é uma poesia que pode ser uma heresia e até citam letras não-bíblicas como se fosse Palavra de Deus. Peças teatrais são excelentes ferramentas para transmitir a Palavra, aí pergunto: porque colocamos tanto a figura de satanás em nossas peças? Será que satanás tem toda essa atenção na Palavra? E a dança… Aaah a dança! Outra maneira de apresentar um talento em forma de adoração, só que esta ferramenta não faz parte do culto público, pois durante um culto em que há alguma apresentação de grupo de dança, só quem adora é o grupo, e a igreja toda torna-se telespectadora de adoradores e isto não é culto público.

Evangelismo

Aqui deveríamos estar tranquilos, pois evangelismo é falar de Cristo. Só que observando muitas agências ou atividades missionárias de igrejas percebe-se um foco acentuado nos métodos e passos para o evangelismo, material superproduzido e alegorias. Só falta o principal… O Evangelho! Muitos saem de suas igrejas para as ruas, ou fazem viagens evangelísticas até para outros países sem ao menos conhecer o Evangelho – a obra, exemplos e palavras de Cristo.

O Evangelho segundo Marcos traz no primeiro e último versículo dicas simples e diretas para acertarmos o alvo quanto ao conteúdo e objetivo do Evangelho:

Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o filho de Deus.” (Marcos 1.1)

Então, saindo os discípulos, pregaram por toda parte, e o Senhor cooperava com eles confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.” (Marcos 16.20)

No início devemos ser objetivos e ter autoridade para falar do Filho de Deus. Por fim, o próprio Deus alcançará os corações confirmando nossa missão.

Nem só de métodos vive o Cristão!

*Qualquer semelhança é mera intenção!

Evangelismo sem o Evangelho gera cristianismo sem Cristo!

{Biblifique-se}

Soli Deo Gloria

Ortodoxia

Em uma livre busca por significados, temos:

Ortodoxo é aquele que segue fielmente um princípio, uma norma ou uma doutrina. Do grego “orthos” que significa “reto” e “doxa” que significa “fé”. É o que está em conforme com a doutrina religiosa tida como verdadeira.

Ortodoxo é uma expressão usada para fazer referência a algo rígido, tradicional, que não evolui, que é conservador, que não se adapta nem admite novos princípios ou novas ideias. É aquele que está em conformidade com os princípios tradicionais de qualquer doutrina.

Munidos destas considerações, quero refletir sobre verdade, se realmente conhecemos a verdade e se, consequentemente, representamos a verdade. Está escrito: (João 8:31-32) “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Interessante que há uma igreja que carrega este versículo 32 em seu slogan e vive acumulando mentiras em sua doutrina colcha de retalhos!

Veja o que diz a Palavra de Deus em 2 Pedro 1:16-21:

Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

A Segunda Epístola de Pedro foi escrita a todos os cristãos do seu tempo. Ela trata de falsas doutrinas que estavam sendo espalhadas entre eles. Os falsos mestres não somente ensinavam coisas erradas como também se entregavam a todo tipo de imoralidades e vícios e procuravam arrastar os outros consigo. O apóstolo avisa os leitores do perigo que eles corriam e os anima a ficarem firmes na fé e na vida de pureza e dedicação a Deus. Esses falsos mestres também zombavam da esperança que os cristãos tinham de que Cristo iria voltar; por isso, o apóstolo afirma que, de fato, o Senhor voltará.

Considero esta carta como um sintético guia para práticas do dia-a-dia da igreja. Veja o que está escrito um pouco antes em 2 Pedro 1:5-8: “5 por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; 6 com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; 7 com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. 8 Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Voltando ao texto base desta nossa reflexão, vejo que…

Pedro afirma a autoridade de sua proclamação, sua importância e a fonte de seu conhecimento

Autoridade das Escrituras (vs. 16-18)

A base do discurso de Pedro é estabelecida na experiência vivida ao lado de Jesus. Assim, no verso 16 deixa bem claro que não se trata de palavras inventadas, nem tampouco fabulas criadas para impressionar. Logo em seguida apresenta o relato da narrativa que conhecemos como monte da transfiguração, conforme Marcos 9:5-7: Então, Pedro, tomando a palavra, disse: Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: uma será tua, outra, para Moisés, e outra, para Elias. Pois não sabia o que dizer, por estarem eles aterrados. A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. Então ele atesta a legitimidade de ter convivido com Jesus.

Ação das Escrituras em nós (vs. 19)

Em uma palavra num formato poético, Pedro aponta a ação da Palavra naqueles que buscam ele diz: …fazei bem em atendê-la. É neste clima de ouvir a Mensagem nela contida que traz luz a corações mergulhados em trevas e consequentemente atesta para a luz maior, o sol simbolizado como a estrela da manhã conforme disse Jesus a João em Apocalipse 22:16: Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.

A fonte do saber das Escrituras (vs. 20-21)

Mais uma vez ele atesta a legitimidade da Escritura, desta vez dizendo que o que está escrito não é coisa da cabeça deles como que de inspiração humana. E mesmo escrito por homens aquilo que eles relataram vem de Deus e dirigidos pelo Espírito Santo.

Não me resta duvidas quanto à autoridade das Escrituras. É pela fé que creio assim na certeza que a revelação foi nos entregue através dessas vidas usadas por Deus para transmitir sua vontade. Foi pela fé e obediência que esses homens escreveram o que hoje temos como livro Sagrado e somente pela fé e obediência que a Palavra prevalece em nós. Será que hoje somos capazes de defender com toda veemência as Sagradas Escrituras? E será que conhecemos o suficiente para tal?

{Biblifique-se}

Soli Deo Gloria

Biblifique-se!

Mais uma expressão inventada para chamar atenção e nos levar a reflexão! Essa é minha proposta ao inventar palavras…

Precisamos urgente e cuidadosamente nos “biblificar”, ou seja, buscar com desprendimento e sabedoria, conhecer mais e melhor a vontade de Deus para nossas vidas revelada na Sagrada Escritura.

A proposta não é “vender” uma marca nem muito menos criar slogans para vender camisas (deixa isso para os mercantilistas do mundo gospel). Quero apenas trazer reflexão sobre o conceito – buscar e viver Palavra de Deus!
O que está faltando em nossa prática de fé que nos afasta do interesse pela leitura da Palavra e que nos tem levado a uma omissão e descaso à Palavra de Deus?