Relativismo Gospel (o fim justifica os meios?)

Em síntese: O relativismo é uma corrente que nega toda verdade absoluta e perene assim como toda ética absoluta, ficando a critério de cada indivíduo definir a sua verdade e o seu bem. Opõe-se ao fundamentalismo.

Recentemente publiquei um vídeo alertando e criticando certas linhas eclesiológicas e sujeitos pregadores que mesmo pregando de maneira errada, ou até utilizando meios ilícitos, têm como resultado de seu trabalho vidas transformadas. Cheguei a usar o exemplo de políticos que “roubam mas fazem”. Será que o fim justifica os meios?

Olhando para a Palavra, eu creio que a resposta é não!

É certo que Deus usou vidas de sujeitos pagãos para cumprir propósitos divinos, mas isso não tornam esses sujeitos “abençoados”. Por exemplo, numa história muito conhecida da Bíblia, o faraó foi usado por Deus, veja:

Êxodo 7:3-5

Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.

Faraó foi usado por Deus? Se sua resposta, como a minha é sim, então esse faraó seria um exemplo a ser seguido? É CLARO QUE NÃO!

Na Bíblia ainda tem relatos de reis, soldados e até nações inteiras que mesmo “não adoradores de Deus”, foram usados por Deus para cumprir sua vontade. Tudo isso não significa que o fim justifica os meios, mas sim que Deus é soberano e usa quem quer na hora que quer para satisfazer sua vontade plena.

Retornando aos nossos dias… se um pregador, uma igreja ou até uma religião prega heresias e usa artifícios não-bíblicos para, no fim, converter vidas a Cristo Jesus, faz-se destes bênçãos de Deus por conta dos resultados? Creio que não! Se há resultados de vidas consagradas ao Senhor é pela graça e misericórdia de Deus que se quiser usa até um ateu para cumprir seu propósito.

Contudo, seguindo a teologia paulina e outros autores de epístolas, chego à conclusão de que, mesmo mostrando resultados positivos (em meio aos negativos), pregadores, igrejas e religiões que usam meios incoerentes à luz das Escrituras DEVEM ser esclarecidas ao povo de Deus, de maneira que nós líderes carregamos a responsabilidade de denunciar seus erros!

Não se sinta incomodado a concordar ou discordar de mim, apenas leia alguns dos diversos exemplos nas Escrituras e tire sua própria conclusão!

Digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. [Colossenses 2:4]

Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; [Colossenses 2:8]

Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. [2 Tessalonicenses 2:3,4]

Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita. [2 Pedro 2:1-3]

[…] e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição. [2 Pedro 3:15,16]

Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. [2 João 1:9,10]

Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; [2 Timóteo 3:13-16]

{Biblifique-se}

Soli Amori Christi

Santa Ceia ou Ceia dos santos?

Ser santo é simplesmente procurar viver como um cristão, ou seja, é ser Imitador de Cristo!

Disse Deus: Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus. [Levítico 20.26]

Tudo bem que o nosso Deus é Santo. Agora, quando Deus nos orienta a ser santo como Ele é o negócio complica! Como eu, um mortal pecador posso ser santo como Deus? Seria uma ilustração ou metáfora?

A resposta encontra-se na Palavra de Deus: Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. [1 Pedro 1.14-16] Pedro deixa claro que não se trata de uma simples ilustração ou metáfora é sim a maneira que TODO cristão deve viver!

Deste modo quando Paulo diz em 1 Coríntios 11.1 “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” Não se trata de uma atitude arrogante ou uma “ostentação gospel”, mas sim a imagem que Paulo preocupava-se em refletir. Assim também nós devemos refletir santidade a começar nos enxergando santos.

Mesmo Paulo que se enxerga imitador de Cristo foi um terrível pecador… E depois ele tornou-se perfeito? Veja o que diz a seguinte narrativa…

Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Voltemos, agora, para visitar os irmãos por todas as cidades nas quais anunciamos a palavra do Senhor, para ver como passam. E Barnabé queria levar também a João, chamado Marcos. Mas Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho. Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar- se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas. [Atos 15.36-41]

Pois é, a discussão de Paulo com Barnabé leva-os a seguirem caminhos diferentes até segunda hora. Isto nos leva a entender que Paulo não tornou-se um extraterrestre ao dizer ser imitador de Cristo. Ele apenas entendeu a responsabilidade de carregar o nome de cristão.

Todos os dias somos “testados” para ver se realmente podemos carregar o nome de cristão! Apesar de nós, Cristo se entregou na cruz em nosso favor, então nossas atitudes devem refletir gratidão por Ele!

Vejamos o cenário original da ceia que Jesus realizou junto aos seus discípulos e extrair as devidas lições para nossas vidas…

Marcos 14:12-31

12 E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa? 13 Então, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem trazendo um cântaro de água; 14 segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? 15 E ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei os preparativos. 16 Saíram, pois, os discípulos, foram à cidade e, achando tudo como Jesus lhes tinha dito, prepararam a Páscoa.

17 Ao cair da tarde, foi com os doze. 18 Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós, o que come comigo, me trairá. 19 E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro: Porventura, sou eu? 20 Respondeu-lhes: É um dos doze, o que mete comigo a mão no prato. 21 Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!

22 E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. 23 A seguir, tomou Jesus um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. 24 Então, lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos. 25 Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus.

26 Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. 27 Então, lhes disse Jesus: Todos vós vos escandalizareis, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas. 28 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia. 29 Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu, jamais! 30 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. 31 Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Assim disseram todos.

A Ceia dos Santos é uma cerimônia de ações de graças realizada por homens pecadores, assim como os que estiveram com Jesus na ceia original.

  1. Cerimônia de gratidão pela “passagem”

Páscoa significa passagem e já era comemorada antes do surgimento do Cristianismo. Tratava-se da comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito. Segundo a Bíblia, supostamente Jesus teria participado de várias celebrações pascais. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez pelos seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme Lucas 2.41: Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa.

Retornando ao nosso texto, temos em Marcos 14.12-16, a preocupação dos discípulos em preparar a festa de páscoa para Jesus e seu grupo. Ainda que seja uma festa judaica, Jesus está de acordo com sua realização e ainda envia seus discípulos a procurar o local, que conforme o Mestre diz já está pronto!

  1. Na festa é anunciada a traição

Já viu videos na internet de acidentes em festas? Pois é, tem situações que quebram todo o brilho de um evento. Aqui, nos versículos 17 a 21, naquela que seria a ultima ceia pascal de Jesus com seus discípulos, viu o Senhor ser um momento oportuno de revelar que seria traído.

Será que o Mestre “errou” ao escolher um momento festivo para tratar de um assunto tão incômodo? Veja que no versículo 19 o texto diz que foi gerado um ambiente de tristeza, porém se Jesus o fez, significa que era o momento mais que adequado.

  1. A Ceia dos Santos

Dos versículos 22 a 25 é a realização cerimonial que nós cristãos fazemos repetidas vezes neste memorial. Aqui fica claro que esta ceia é diferente da festa de páscoa judaica em que costuma-se sacrificar um cordeiro. Aqui Jesus é o Cordeiro de Deus, que antes de seu sacrifício, celebra um pacto com seus discípulos. A Ceia dos Santos, é, portanto um memorial do pacto feito Jesus em que somos juntos o corpo dEle, e pelo Seu sangue somos libertos da condenação do pecado, que é o inferno.

Participar da Ceia é simbolicamente renovar essa aliança ou simplesmente rememorar a razão pela qual nos consideramos cristãos!

  1. O desafio de ser cristão

Após a ceia, Jesus saiu com seus discípulos para o monte das oliveiras. É a partir do versículo 26 que o texto narra essa caminhada de Jesus em que Ele previne seus mais próximos seguidores de que não seria fácil manterem-se firmes na fé. Imagina o Messias dizendo em sua cara que você o abandonaria… Daí vem as célebres palavras de Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu, jamais!

Veja que Pedro pronuncia belas palavras e traz veemência em seu discurso, porém após a Ceia dos Santos, em que Jesus realiza um pacto de fé com Pedro e seus companheiros, que este homem ouve a revelação de nosso Senhor de que ele o trairia três vezes. Seriam essas as melhores palavras de incentivo? Em tempos que certas religiões pregam a confissão positiva, em que a palavra do homem tem poder! Eu vejo Jesus falando uma verdade de dói… Pedro descobrirá que não é esse super-crente que imaginara.

Assim é a ceia dos santos, um memorial que reúne o povo de Deus, cheios de defeitos e pecados, em busca de renovar seu pacto com Cristo. Uma celebração que inclui entre os convidados, TRAIDORES e que mesmo assim, assim como Pedro, podemos ser usados por Deus e para a glória de Deus!

Minha oração é que possamos nos enxergar como Deus nos vê.

Soli Deo Gloria

A INDOLÊNCIA DO INSTANTÃNEO

Vivemos em tempos em que a tecnologia traz recursos que deveriam facilitar a vida. Uma dessas “facilidades” é a possibilidade de permanecer todo o tempo conectado a TUDO e também a TODOS. Mas será que realmente estamos ligados uns aos outros?

Descobri que até hoje participo de um pouco mais de 6 dezenas de grupos de WhatsApp. Isso mesmo! 60 grupos incluindo: ministérios, família, amigos ou assuntos variados. Desse modo me considero um “especialista” em grupos de WhatsApp! Hahaha E, participando desses grupos tenho concluído a respeito da INDOLÊNCIA DO INSTANTÂNEO. Acredito que o excesso de imediatismo têm nos levado a este sentimento, ou melhor, falta sentimento coletivo por conta do instantâneo.

Está escrito em Romanos 15:2: “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.” Será que temos praticado esse conselho de Paulo nas redes sociais? Porque tenho percebido uma “ruma” de argumentos instantâneos que geram interpretações instantâneas e, consequentemente crises instantâneas, levando a muitos debates desnecessários que muitas vezes não edificam.

Nós estamos perdendo a sensibilidade pelo outro. Principalmente nos grupos, em que são diversos “tipos de outros”! Chegamos ao ponto do uso de agressividade em palavras quando nossa opinião não é bem recebida.

Paulo ainda disse:

“Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 15:4-6)

Façamos bom uso das facilidades tecnológicas. Sejamos pacientes com todos e que nossas palavras digitadas sejam para edificação e, desse modo, glorificar a Deus!

Soli Amori Christi

Falando de amor – Ágape

Falar de amor com os olhos na Palavra de Deus é um desafio extremamente prazeroso. A Bíblia fala de diversas manifestações de amor. É claro, que entre todas essas maneiras de amar, o amor de Deus por nós prevalece, não é por acaso que o conhecido João 3.16 fala que Deus enviou seu Filho por amor.

Mas que amor é esse, capaz de entregar-se à morte de cruz? É isso que vamos tentar entender nesta série a respeito das maneiras de Deus nos amar…

Romanos 8:31-39

31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Paulo, ao falar do amor de Deus, recorre às perguntas retóricas para explicar a inviabilidade da separação deste amor.

  1. Perguntas e os “três quem”

Em todo o capítulo 8, Paulo discorre sobre questões da vida. E quem nunca questionou pelo menos uma vez a vida? Quem nunca parou pra pensar sobre coisas que ficaram para trás ou sobre situações que deveria ter agido de modo diferente, pois é, quando Paulo fala no versículo 31: “que diremos pois a vista destas coisas?” Ele está falando exatamente das questões da vida.

A segunda pergunta no mesmo versículo aponta a onipotência de Deus: “…quem será contra nós?” É o texto segue falando que ao entregar Jesus Cristo, Deus deixa claro que tem o melhor para nós.

Logo, o texto segue com o tríplice QUEM:

  • Quem nos acusará? (Deus justifica)
  • Quem nos condenará? (Cristo intercede)
  • Quem nos separará do amor de Cristo? (Nenhum percalço desta vida)
  1. Obstáculos são parte do caminho

O versículo 36 responde a esta terceira pergunta, pois estamos todos sujeitos à morte, como ovelhas em direção ao matadouro. Ou seja, viver é correr riscos, mas precisamos ficar atentos que isto é  parte do processo, que apesar dos obstáculos à qual estamos sujeitos, são rouba de nós o fato de que não vamos perder, pois o amor Dele nos faz vencedores (37).

Gosto do Salmo 119.165 que diz: “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” O salmista aqui fala que aqueles que amam a Lei de Deus, ou seja, Sua Palavra, não tropeçariam. Ele não fala sobre inexistência de obstáculos, mas sobre o não cair neles!

  1. O amor inseparável

Por fim, Paulo anuncia suas convicções quanto ao amor de Deus! No versículo 38 ele fala de coisas a qual não temos condições de controlar (até então estavam relacionados questões físicas da vida). Nós somos incapazes de controlar a vida ou à morte, ou o mundo espiritual, ou o tempo, ou forças ocultas, ou leis da física, ou até mesmo qualquer que seja a criatura poderá nos separar deste amor.

Este é o amor de Deus. Um inextinguível amor ágape – que se doa, se entrega e vem até nós tão só e simplesmente por graça!

Receba de graça este amor!!!

 Soli Amori Christi

Generosidade e prosperidade

A carta de Paulo aos Filipenses além de ser uma carta de gratidão, onde o missionário plantador de igreja orienta à igreja acerca de situações pontuais. É no final da carta que Paulo fala um pouco de suas condições e em tom de alegria e gratidão ele exalta a atitude generosa e importante dessa igreja.

{Filipenses 4:10-23}

Paulo mostra que uma igreja saudável é um povo generoso!

10 Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. 11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. 12 Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; 13 tudo posso naquele que me fortalece.

  1. A força de Paulo está acima das circunstâncias

 O apóstolo dos gentios fala de sua alegria em ser agraciado financeiramente pela igreja reconhecendo que esse povo já não havia ajudado antes por falta de oportunidade (10). Os versículos 11 e 12 é uma expressão do que realmente é a prosperidade bíblica.

Significado de Prosperidade:

Característica ou condição daquilo que se torna ou se mantém próspero. Alta   fabricação de alimentos e produtos consumíveis; fartura; Excesso  (acumulado) de bens materiais; riqueza. Prosperidade é o contrário de: miséria e ruína.

Diferente daquilo que se diz por aí a respeito da prosperidade do crente, Paulo diz que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, em paralelo ao significado real da palavra prosperidade, aquilo que Paulo viveu está mais ligado ao antônimo de prosperidade, porém o versículo 13 é a chave dessa aparente “contradição”: “Tudo posso naquele que me fortalece”!

Quando Deus é a nossa fortaleza, somos capazes de viver em qualquer situação!

2 Samuel 22:33 Deus é a minha fortaleza e a minha força e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.

Salmo 31:3-4 Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás. Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza.

Jeremias 16:19a Ó SENHOR, força minha, e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia […]

14 Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. 15 E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; 16 porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. 17 Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito. 18 Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. 19 E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. 20 Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!

  1. A igreja se fortalece na generosidade

 Reconhecimento é algo que Paulo tem a nos ensinar. Infelizmente muitos de nós consideramos aquilo que a igreja faz como obrigação e por isso, muitas vezes, somos ingratos.

Inclusive, Paulo mostra que o envolvimento financeiro em seu ministério era algo desafiador e que, até então, nenhuma outra igreja o havia ajudado. Detalhe que Paulo foi o grande responsável pela implantação da maioria delas… Interessante é que neste contexto de reconhecimento e gratidão, o apóstolo dos gentios diz (vs. 14) que esta igreja se envolveu “no dar e receber”. Então o versículo 19 explica melhor o receber: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” Aqui ele diz que as necessidades da igreja serão supridas em Cristo, ou seja, envolve muito mais do que bens materiais!

21 Saudai cada um dos santos em Cristo Jesus. Os irmãos que se acham comigo vos saúdam. 22 Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César. 23 A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.

  1. Paulo faz de sua prisão uma missão

 Os versículos finais desta carta trazem uma importante constatação. É a percepção de que Paulo, mesmo preso, usa do seu tempo alí para evangelizar. Veja que ele pode ter alcançado outros presidiários e carcereiros e os chama de irmãos (“os irmãos que se acham comigo”), e até mesmo pessoas ligadas à família imperial (“os da casa de César”).

Este exemplo final de Paulo deve nos fazer refletir que não há desculpas para qualquer que seja o impedimento em pregar o Evangelho. E você, será que ainda tem desculpas? Na falta de criatividade, quero deixar algumas “desculpas bíblicas” de pessoas que usadas por Deus:

Abraão era velho, Jacó era inseguro, Lia era sem atrativos, José foi maltratado, Moisés tinha problema de dicção, Gideão era pobre, Sansão era co-dependente, Raabe era imoral, Davi foi mandante de uma assassinato e adulterou, Elias tinha tendências suicídas, Jeremias era depressivo, Jonas era relutante, Noemi era viúva, João Batista era excêntrico, Pedro era impulsivo e temperamental, Marta se preocupava demais, a mulher samaritana teve vários casamentos fracassados, Zaqueu era indesejado, Tomé tinha dúvidas, Paulo tinha saúde fraca e Timóteo era tímido.

Nós precisamos ser mais generosos e entender o verdadeiro sentido da prosperidade bíblica e, com todo nosso esforço, pregar o Evangelho a toda criatura!

Soli Amori Christi

Perder para ganhar

A carta de Paulo aos filipenses “fala muito em poucas palavras”. O autor conseguiu agradecer uma oferta da igreja, recomendar líderes para a direção da igreja, alertar e até exortar a igreja em apenas 4 curtos capítulos. Vejamos o que fora tratado no capítulo 3, e se essas considerações aplicam-se a nós hoje…

Filipenses 3:2-11

2 Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão! 3 Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne. 4 Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: 5 circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, 6 quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. 7 Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. 8 Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo 9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; 10 para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; 11 para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.

  1. Padrão de Cristo de qualidade

O versículo 2 chama à igreja a uma vida cautelar longe da falsidade. Consequentemente o versículo 3 reforça a ideia de que a fé verdadeira já era vivida por eles, pois era uma fé que busca Deus em Espírito, não “na carne”.

O versículos 4 a 6, Paulo fala de si, quando ele seria aprovado segundo “a carne”. Assim como o próprio disse em Atos 26.5: pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião.

Aqui Paulo deixa uma das marcas do padrão Cristo de qualidade – Perder para ganhar – dessa forma é que ele descreve sua vida e logo nos versículos que seguem (vs. 7 e 8). No verso 9 Paulo fala da justificação pela fé em Cristo e que ao tomarmos com Ele a Sua morte (vs.10), somos também com Ele ressurretos (vs.11)!

Filipenses 3:12-16

12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. 15 Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. 16 Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.

  1. Buscando esse padrão

Agora Paulo vai mostrar as referências para esse padrão Cristo de qualidade, não considerando-se perfeito (como dominador de tal assunto), mas seguindo os passos de Jesus. Os versículos 13 e 14 são uma síntese do ministério de Paulo, suas palavras aqui são de extrema importância para compreendermos toda essa carta. No 13 ele deixa claro que, apesar de ter uma historia de religioso irrepreensível e depois de missionário plantador, pouco importa quando seu foco é o que está adiante! E o que está adiante? Esse é o padrão Cristo de qualidade: “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Que é nada mais nada menos, entregar a própria vida em favor do outro – maior prova de altruísmo que alguém pode fazer, esse é o prêmio, esse é o padrão!

Os versículos 15 e logo o 16 completam-se em tom de ironia. Aquele “que se consideram perfeitos”, Deus vai trazer luz ao entendimento, se ainda assim alguém considera-se perfeito então ande de acordo com essa perfeição.

Filipenses 3:17-21

17 Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. 18 Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. 19 O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. 20 Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.

  1. Vivendo esse padrão

O grande e difícil lance é viver esse padrão! Para isso é que Paulo pede que sigam seus passos, mostrando que é possível e no versículo 18 fala chorando que dentro da igreja há inimigos da cruz… será que existem mesmo pessoas assim? O versículo 19 aponta o perfil dessas pessoas.

Os dois versos finais deste capítulo trazem o valor que temos em buscar o padrão Cristo de qualidade, que é garantir nosso destino numa pátria celestial ao lado do nosso Senhor a qual nos liberará deste corpo pecaminoso para viver debaixo da glória dEle.

Viver esse padrão é difícil, porém não impossível! É viver longe de toda falsidade, buscando o modelo de Cristo em nossas vidas e viver assim até que Ele venha e nos leve para toda a eternidade!

Soli Amori Christi

Mensageiros das boas novas

A ocasião para a carta foi o envio de uma oferta financeira da igreja a Paulo pelas mãos de Epafrodito (4.18), com instruções para ministrar às necessidades do apóstolo em Roma. Muito provavelmente, Epafrodito também levou relatos sobre o progresso e os problemas da igreja. Agradecendo à igreja por sua generosidade, Paulo também queria encorajar a perseverança nos traços positivos e oferecer correção para as áreas nas quais a igreja se achava deficiente. Outros motivos para a carta foram a correção de qualquer desentendimento sobre o desempenho de Epafrodito como mensageiro e ministro (2.25-30) e a iminente visita de Timóteo (2.19-24).

Carlos Osvaldo Pinto

Filipenses 2:19 – 3:1

19 Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação. 20 Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; 21 pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. 22 E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai. 23 Este, com efeito, é quem espero enviar, tão logo tenha eu visto a minha situação. 24 E estou persuadido no Senhor de que também eu mesmo, brevemente, irei. 25 Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; 26 visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. 27 Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. 28 Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. 29 Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; 30 visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.

3.1 Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas.

Timóteo e Epafrodito são enviados por Paulo como mensageiros de boas novas para perpetuar o Evangelho (Boas Novas).

Timóteo

O jovem pregador Timóteo era um “duplo mensageiro”, onde Paulo espera enviá-lo à igreja (19) para ter conhecimento das condições daquela igreja. Já nos versículos 20 e 21, o Apóstolo orienta que Timóteo é aquele a qual ele sente ser o melhor para levar a igreja aos propósitos de Jesus Cristo, pois outros buscam aos seus próprios interesses.

Paulo envia seu filho na fé (22) reconhecendo que não teria a oportunidade de conduzir a igreja, visto que estava preso só restava-lhe a esperança em rever os irmãos (23, 24).

Epafrodito

O mensageiro Epafrodito além de trazer as últimas novidades da igreja em Filipos, foi também o responsável pela oferta que a igreja havia enviado a Paulo para seu sustento enquanto encarcerado (25). Nos versículos seguintes Paulo descreve um recente acontecimento à Epafrodito, que ele esteve doente a ponto que quase falecer e ainda sentia saudades dos irmãos, dizendo: 26 visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. 27 Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. 28 Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. Interessante, nesta que é considerada uma carta da alegria, ver Paulo citar tristeza. Isto traz um importante ensino…

A verdadeira alegria não é ausência de tristeza, mas a certeza de que a fonte de nossa alegria é o Senhor! Está escrito: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! (Filipenses 4:4)

Os versículos 29 e 30 é uma ordem do apóstolo à igreja. Que ela honre homens que dão a vida prol Evangelho. Interessante observar que a “quase morte” de Epafrodito é utilizada para a igreja aprender a honrar missionários e não um apelo sensacionalista como se vê hoje em dia aos “testemunhos milagrosos” que se vê por aí.

Por fim, o versículo 1 do capítulo 3 fala, da fonte da alegria e também a importância das instruções de Paulo, ainda que seja algo repetitivo, são sim necessárias para aplicação!

Contudo, minha oração está em 1 Tessalonicenses 1:6, que diz:

Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação , com alegria do Espírito Santo.

Soli Amori Christi