Charlie, Charlie e a propaganda irrefletida gratuita

Muito se tem falado dessa “brincadeira” de mal gosto do desafio Charlie, Charlie e as pessoas não pararam pra pensar no que realmente é verdade por trás disso tudo. Simplesmente saem falando do assunto, seja defendendo, ou seja atacando, eles estavam realmente preocupados com o que poderia causar.

Engraçado (ou não) é ver evangélicos tão empenhados defendendo a sua causa sem saber exatamente do que estava falando. Quando, na realidade trata-se apenas de um golpe de marketing em que o povão foi usado para promover um filme de terror numa propaganda irrefletida gratuita.

Aí muitos poderão dizer que aquilo realmente tem uma influência maligna. Se assim for, quando divulgamos demais, não estaríamos dando “ibope” pro diabo? Mas outros vão dizer não, aquilo é nada de influência espiritual, tratava-se apenas de um subconsciente induzido, loucura coletiva, hipnose… Sei que vão dizer muitas coisas, mas cá pra nós vamos ver o que a bíblia diz a respeito de assuntos como este.

Primeiro – Deus proíbe qualquer tipo de prática que traga alguma margem de espiritismo ou comunicação com os mortos. (Leia Deuteronômio 18. 10-14)

Segundo – quando realmente tem influência maligna Jesus é o maior exemplo pra nós, Ele mostra que a nossa resposta deve ser obedecer a Deus e à sua palavra vamos ver o texto a seguir:

Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador aproximou-se dele e disse: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’. ” Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: “Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: “ ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’. ” Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’. ” Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E disse-lhe: “Tudo isto te darei se te prostrares e me adorares”. Jesus lhe disse: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto’. ” Então o Diabo o deixou, e anjos vieram e o serviram. (Mateus 4.1-11)

Está muito claro que Jesus respondeu a astúcia de satanás com a Palavra de Deus. Então, ao invés de ficar atacando ou defendendo causas na internet que nem sei quais são. Devemos usar melhor o nosso tempo para Palavra de Deus. Somente a Palavra dá discernimento e somente Deus tem poder para nos livrar de qualquer mal.

Soli Deo Gloria

Igreja e futebol

No Brasil nunca se falou tanto de futebol. Tudo é a chamada “paixão pelo futebol”. Propaganda de cerveja – futebol, propaganda de fastfood – futebol, propaganda de curso de inglês – futebol, até propaganda enganosa do governo é futebol! Pois é, um país de miséria maquiada, educação mal sucedida, transportes públicos defasados e saúde… que saúde?! Este é o que dizem por aí – o país do futebol.

Pensando nisto (com toda essa propaganda, como não pensar?), é que comecei a refletir como a igreja se comporta, em muitos casos, como um jogo de futebol. Então vamos lá…

Na igreja nós temos o técnico (líder/pastor) que orienta sua equipe (membros) para entrarem bem em campo (mundo/sistema). Também estão juntos os auxiliares técnicos (diáconos/co-pastores) que estão lá para ajudar – o que as vezes dá certo. Mas no fundo TODO mundo quer ser técnico e cada um já tem sua opinião formada em como deve-se reger o time dos crentes!

Entrando em campo nós temos nas igrejas “jogadores” que entram só para defender, uns até com mãos e pés, outros defendem até de maneira violenta, e alguns “marcam em cima” pessoa a pessoa. Temos outros pelas laterais que vão armando o “jogo” e os atacantes que carregam sempre consigo a responsabilidade de um bom resultado. No meio de tudo isso tem outras posições que eu chamo aqui de articuladores, as igrejas têm desses também.

Mas não é só o jogador que está em campo, pois têm também juízes que apitam quando consideram alguma falta, tentam organizar a coisa toda e erram também. Junto aos juízes estão os bandeirinhas que alertam o que o juiz não vê, inclusive o impedimento do ataque de de alguns crentes, opa quer dizer, jogadores!

E quase esqueci dos torcedores, tão importantes no jogo. Da mesma maneira nas igrejas… Uns torcem a favor, outros torcem contra e ainda sobra espaço para aqueles que nem se definem.

E por que não falar da bola, aquilo pela qual os jogadores correm tanto e se esforçam para ter o controle até chegar ao tão esperado gol? A bola eu chamo de fé. Muitos querem dominar, outros querem apenas “mandar pra frente”, outros tem bastante habilidade de manipular e a modernidade têm desenvolvido cada vez mais leves e velozes.

No futebol eu não consigo encontrar um comparativo com Jesus Cristo – o autor da nossa fé! Pois quando um time ganha, a vitória é dedicada aos jogadores, outrora ao goleiro que salvou na ultima hora, ao juiz que marcou ou desmarcou algo, e até ao técnico por ser um bom estrategista.

Na igreja a vitória não pertence ao esforço ou erro humano, a vitória é de Cristo! O país do futebol é também o país com um duvidoso crescente número de crentes. Será que estamos “jogando” pelos motivos certos? E quem está ganhando com tudo isso?

Soli Deo Gloria