Campanhas e mais campanhas

Ao receber recentemente a visita de um candidato para as próximas eleições na base da Cristolândia em Recife, ouvimos seu discurso no que tange às ações anti-drogas do poder público, onde falou que a falta de sucesso em seus programas não são por falta de dinheiro, pois há um grande investimento no combate as drogas que hoje é um assunto de saúde pública mas, disse ele, é falta de “fé”.

Nós reforçamos a ideia com o fato de hoje, nos como igreja, atingimos sucesso na recuperação de viciados mesmo sem tão grande investimento, pelo simples fato de que Deus é quem possibilita a mudança da vida dessas pessoas. E este candidato entendeu o recado. E prometeu (como é de prática em campanhas!) um apoio à missão Cristolândia, caso seja eleito.

Creio que seria muito interessante ter o apoio do poder público em ações da igreja. Mas será que eles ou nós conseguimos separar bem o que é auxílio ao ser humano na mudança de vida e uma ação humanitária que possa  possibilitar um trampolim para campanhas? Se muitas vezes nem a igreja sabe lidar com questões desta natureza! O que fazer?

Penso que os recursos necessários para a manutenção de projetos como este estão em nossas igrejas: dinheiro, voluntários e profissionais são membros dentro das nossas igrejas e estão muito satisfeitos em frequentar o templo e ser um bom dizimista. Porém podemos fazer muito mais!

Políticos, evangélicos, empresários e profissionais liberais podem dedicar suas vidas ao serviço do Senhor para a salvação de vidas sem interesses ou trocas.

“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Marcos 10:45

Soli Deo Gloria

Só tenho esta vida para servir

(Eclesiastes 12.1,6,7)
   
    O quanto temos aproveitado da nossa vida para o serviço ao Senhor? Lembrar do nosso Criador ainda em nossa juventude é muito mais do que apenas acreditar em Deus. É ser obediente a Ele, O buscar e O servir! Diversas religiões acreditam que existe uma chance de consertar as coisas mesmo depois de morto, voltando para o mundo dos vivos ou simplesmente vivendo num purgatório, outras aceitam a ideia de que voltamos em um novo corpo de tempos em tempos.

    Religiões assim tem ganhado visibilidade em nosso país, principalmente o espiritismo. Com um discurso envolvente em que há solução e explicação para tudo e um investimento gigantesco em divulgação de massa, o espiritismo tem levado muitos a repensarem esta vida no sentido qualitativo absorvendo a ideia de que esta vida faz parte de uma sucessão de oportunidades para o ser evoluir.

    Não vim para travar uma guerra com o espiritismo, mas quero usar essa forma de pensar para ilustrar nossa reflexão. Pensar que temos esta vida! Só esta vida para servir a Deus, me leva a questionar se tenho dado qualidade ao meu tempo. Será que estamos dispostos a cumprir a vontade de Deus em nossas vidas? Reflita isso: Será que conhecemos e queremos dividir nosso tempo com Deus?

Moisés foi um servo apesar de questionar a vontade de Deus
Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
(Êxodo 4.10-12)
Não tenho o preparo
(vers. 10)
    Quem nunca se sentiu mau por não conseguir fazer algo que tanto gostaria? Não é fácil admitir, as vezes, que não somos capazes de cumprir certa responsabilidade. Mas, quando trata-se de cumprir um serviço ao Senhor tudo parece ser empecilho. Não é verdade? No último post que coloquei em meu blog cito alguns dos grandes servos de Deus que até questionaram o próprio Deus pela Sua vontade revelada. O alvo de nossa reflexão aqui é Moisés. Parafraseando uma reflexão do pastor capelão do STBNB, podemos dividir a vida de Moisés em três fases:
1.Começando a ser alguém – quando foi abandonado pela mãe biológica depois achado por uma egípcia recebeu todos os cuidados de um filho do faraó;

2.Deixando de ser alguém – Já um homem maduro, não suportou ver um egípcio espancar um hebreu, matou o egípcio e consequentemente decidiu fugir para não sofrer a punição de perder a vida;

3.Tornando-se alguém – O tempo passou, o faraó mudou e Moisés agora é desafiado por Deus a voltar ao Egito para libertar o povo cativo pelo faraó.

    Foi nesta terceira fase que Moisés questiona a vontade de Deus. Disse:  “… porque sou pesado de boca e pesado de língua”.

Quem é Deus na minha vida?
(vers. 11)
    No versículo 11, Deus não mede palavras ao expressar, interrogando, o quem Ele é a Moisés. Isso me leva a pensar que periodicamente precisamos rever quem é Deus para nós. Porque me parece que volta e meia nos esquecemos. Penso assim sempre que ouço alguém dizer que não está pronto para Deus.

    Seja uma decisão para a vida, um chamado, um serviço na igreja local ou até mesmo uma mudança radical de vida tem levado muita gente a duvidar de Deus. É quando chega um jovem e diz ser incapaz de cumprir propósito de Deus para a vida. Mas será Deus incapaz de cumprir com a própria vontade? O mesmo Deus que abriu o mar e ressuscitou mortos não pode realizar qualquer coisa em nossas vidas? Pode sim! Tão só e simplesmente por que Ele é Deus! Disse: “… não sou Eu o Senhor?”

Confia NELE e vai
(vers. 12)
    Quando nossa vida está segundo os caminhos propostos por Deus até aquilo que é humanamente impossível pode acontecer. Uma vida devocional, oração, leitura da Palavra, relacionamentos saudáveis, e serviço a uma comunidade de fé torna nossa vida um condutor em potencial da vontade do Pai.

    Faça o teste, se não der certo, devolvo seu dinheiro de volta (qual dinheiro?). Busque a Deus em excelência e tudo mais Ele fará. Em Mateus está escrito: “ Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Apesar de nós Deus é Deus e tudo Ele pode! Mas está claro na Bíblia que o Pai conta com seus filhos. Fez de mulheres e homens, como nós, imperfeitos  grandes nomes na historia da nossa fé. Cabe a nós a continuidade dessa historia. E disse: “Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar”. Deus nos abençoe!

Soli Deo Gloria