Ação ou poluição?

Toda vez que vejo um debate político nas redes sociais, eu questiono se realmente estamos dispostos a mudar. Me parece que aquilo que realmente incomoda é a impunidade alheia, pois o outro conquistou “sucesso” de maneira ilícita e eu não!

Recentemente ouvi uma mensagem onde foi dito:

– Numa enorme fila de banco, onde um amigo trabalha internamente neste banco passa e se oferece para pagar nosso boleto lá dentro furando toda a fila, quem aqui não aceitaria?

Para a maioria de nós esse tipo de corrupção é normal. Mas para um cristão não deveria ser.

As redes sociais estão cheias de debates políticos sejam de direita, esquerda, centro avante, zagueiro… hahaha. Não importa qual sua cor partidária, eu só vejo poluição visual e auditiva ao invés de AÇÃO EFETIVA!

Está escrito: O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei. [Romanos 13:10]

Se eu amo, ao invés de debater a impunidade, eu devo usar minha inteligência para resolver os problemas que a impunidade causou! Essa ação será meu maior discurso, minha melhor argumentação, ainda que seja sem “textão” e sem selfies.

Por mais pessoas “menos discussão e mais ação!”

Portanto, aquele que sabe que ele fazer o bem e não o faz nisso está pecando. [Tiago 4.17]

Soli Amori Christi

Contemplatividade

De acordo com a internet (!), a mesma foi criada em 1969 nos EUA. Chamada de Arpanet, tinha como função interligar laboratórios de pesquisa, assim nasceu o compartilhamento eletrônico de informações, que inicialmente só era transmitido algo próximo daquilo que conhecemos como e-mail. Naquele mesmo ano, auge da Guerra Fria foi que, segundo “dizem”, o homem pisou pela primeira vez na Lua. No mesmo ano aconteceu um conhecido festival musical estadunidense chamado Woodstock, considerado por muitos como o maior festival de rock de todos os tempos.

Daí você pergunta: o que o “bebê internet”, o homem na Lua e um festival de rock têm em comum? A minha resposta é que este período marcou o início de uma mudança significativa na forma como a sociedade transmite e absorve informações. A internet é uma ferramenta indiscutível neste ramo; a viagem espacial nos fez expectadores de tudo aquilo que se vê na TV; e o Woodstock foi considerado um grito de liberdade de uma geração sem voz. Até então jovens e adolescentes não tinham a menor abertura para opinar, pois alguém com até duas décadas de vida não tinha experiência e conhecimento suficiente para contribuir com suas ideias naquilo que era coisa de adulto. Só que os tempos mudaram hoje qualquer um faz juízo de tudo e de todos, independente da idade todos têm algum tipo de opinião e oportunidade de publicar pra quem quiser ler, ouvir e assistir.

A Bíblia diz em Tiago 4.17: Portanto, aquele que sabe que ele fazer o bem e não o faz nisso está pecando. Eu tenho uma apreciação especial por esse versículo! No contexto, a partir do versículo 13, a carta de Tiago que é muito prática, nos traz um confronto com respeito a falibilidade dos planos humanos diante do plano de Deus. E o versiculo que destaquei é simples e direto… Pecado é saber e não fazer o bem.

Meu questionamento é:

Se no passado, mesmo sem voz, muitos conseguiram realizar grandes feitos através de suas atitudes, porque hoje, ao conquistarmos voz (como nunca), não temos mais boas atitudes memoráveis?

Assim denomino de JUVENTUDE CONTEMPLATIVA, uma geração inteira que tem nas mãos o poder da comunicação e o usam muito bem (ou não), mas não demonstram força de vontade para concretizar seu belo discurso. Hoje muito se fala, mas quase nada é realizado! É possível encontrar opinião sobre tudo: política, religião, artes, esportes, saúde e tudo mais que você possa imaginar. Até mesmo é muito comum a crítica da crítica, que é o fato de discordar da discordância do outro.

Quero deixar claro que não sou contra críticas e opiniões. Mas tenho muita expectativa em ver mais atitude em vez de milhares de vozes que no fim não falam muita coisa. Fico imaginando Jesus com 12 anos “pregando” para doutores da Lei no templo (Lucas 2.42-47). Naquele tempo era um absurdo alguém tão jovem ser tão sábio, e o texto ainda diz que fora interrogado e suas respostas admiravam a todos. Só tem um detalhe mais que especial… Jesus colocou TUDO em prática!!!

E você, vai fazer o quê?

Pode criticar meu texto. Mas faça algo depois…

#RevoluciAME

Soli Amori Christi

Chaves – humor inocente para quem é inocente

Na última semana o ator Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, morreu aos 84 anos. Amigos de longa data sabem minha opinião a respeito do seriado Chaves e ela não é boa!

Algumas curiosidades listadas pela blogueira Cristina Castro (Kika Castro): Sílvio Santos comprou cada episódio de Chaves, no primeiro contrato de cinco anos, por míseros US$ 250, que depois passaram para US$ 500. Era o ano de 1981, quando a TVS, precursora do SBT, foi criada. Antes de comprar os episódios, SS os exibiu para um grupo de diretores, que acharam a produção péssima, as piadas fracas, e apostaram que o programa seria um fiasco. Mesmo com o “não” do grupo, SS resolveu comprar um pacote de 250 episódios de Chaves e Chapolin.”

Assim surgiu no Brasil um dos seriados de maior audiência da TV aberta. Mas voltando a falar da minha opinião… Chaves é considerado por muitos uma espécie de humor inocente, onde não há coisas como palavrões e corpos à mostra. Será mesmo?

Adultos que fazem papel de crianças encenam um relacionamento em volta do garoto que mora num barril – uma sátira ao filósofo grego chamado Diógenes (323 a.C.) que, conta a história, vivia pelas ruas e morava dentro de um barril evitando qualquer tipo de luxo. Diógenes era visto pelas ruas carregando uma lamparina dizendo estar a procura de um homem honesto.

Diferente de Diógenes que satirizava a busca por honestidade, Chaves é uma sátira à vida dos menos favorecidos de uma vila em que a mentira é o tom maior da série. Embarcados por uma proposta de práticas de “mentiras justificáveis”, do “sem querer querendo” à ocultação de provas, o seriado ensina que tudo termina bem quando se esconde a verdade ou até ser engraçado mentir por brincadeira.

Em Provérbios 26.18,19 lê-se o seguinte: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.” O sábio autor de provérbios afirma que aquele que mente por brincadeira é como um assassino! Seria mesmo um “humor inocente”? É claro que muitos vão contestar que há ensinos de honestidade, respeito, amizade e amor ao próximo em Chaves e que nenhum adulto que cresceu assistindo, tornou-se um serial killer! Eu também acompanhei alguns episódios e critico conhecendo o conteúdo da série.

Ninguém precisa concordar com o que falei até agora. Só quero trazer uma reflexão a tudo aquilo que entregamos como entretenimento aos nossos filhos, principalmente aqueles entretenimentos considerados inocentes. Só creio que ensinar crianças a mentir não seja algo positivo e nem tampouco inocente. Está escrito em Zacarías 8.16: “Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz.”

Agora, o que hoje em dia é realmente inocente?

Marketing Gospel

Ontem um amigo pastor mostrou-me sua bíblia com a seguinte descrição em letras douradas na capa: Bíblia Sagrada – Edição Sobrenatural de Deus. Eu olhei pra ele e disse ter ficado triste pelo fato da minha bíblia não ser sobrenatural!? Aí ele abre e mostra que trata-se apenas de uma tradução NVI com letras grandes e nada mais.

Lembro da última vez em que fui a uma loja de artigo evangélicos e vi uma infinidade de modelos de bíblia – do pregador, do obreiro, do missionário, da mulher que ora, pentecostal, devocional, do homem, do jovem, do adolescente, da criança, do bebê, etc. Com capas de couro, de plástico, de papel-cartão, com efeitos holográficos, com cores fluorescentes e até à prova d’água!

Reconheço o esforço que fazem para tornar o livro Sagrado um livro acessível para todos. Mas será mesmo que o motivo das empresas é que as pessoas LEIAM a Bíblia, ou tudo não passa de um mercado baseado na fé? Se até para entrar em um suposto templo de Salomão já se cobrou uma taxa administrativa, nada mais me surpreende.

As indulgências dos evangélicos estão por aí. Sejam nos cachês de valores exorbitantes dos grupos “gospeis” às campanhas em que muitos ofertantes deixam todo o salário do mês numa fogueira cenográfica.

Será mesmo este o destino dos evangélicos? Ser fadados a um mercado?

Música gospel, filme gospel, boate gospel, balada gospel, canal de TV ou rádio gospel, loja gospel, roupas gospel… e a lista não para por aqui.

Em meio a todo esse marketing, sinto falta de algo…

“Pessoas Gospel”.

Soli Deo Gloria